Caros leitores (se ainda existir algum), por razões que nem vale a pena enumerar vou deixar de escrever durante uns tempos.
Até à proxima.
Caros leitores (se ainda existir algum), por razões que nem vale a pena enumerar vou deixar de escrever durante uns tempos.
Até à proxima.
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Tenho por norma divulgar os projectos que me são apresentados, aqui fica o May Day Lisboa.
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Um blog que vale a pena visitar Reflexões.
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Caros leitores, após uma longa ausencia estou de volta, espero voltar a contar com a vossa presença regular.
Cordialmente
Filipe Galvão
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Apesar de na minha opinião ser um atentado de demência oferecer computadores portáteis para uso pessoal pagos com dinheiro público, mais absurdo era esta oferta se destinar unicamente aos alunos do 10º ano. Parece que corrigiram o segundo problema e agora são para todos.
Sinto-me orgulhoso e feliz de ver que os meus descontos vão servir uma causa útil como facilitar o acesso de um aluno ao Hi5 ou aumentar o número de utilizadores de jogos de computador.
Viva ao ministério da educação!
já agora deixo a noticia:
O programa e-escolas vai ser alargado aos alunos do 11º e 12º ano, abrangendo agora um total de mais de 750 mil potenciais utilizadores da iniciativa que visa distribuir computadores portáteis com acesso Internet de banda larga a alunos e professores por um preço muito abaixo do seu valor de mercado. Segundo informação do Governo estes alunos podem ainda durante este ano lectivo solicitar os equipamentos.
O alargamento do programa foi decidido hoje em Conselho de Ministros e responde a um pedido generalizado dos alunos e pais, que consideravam discriminatória a limitação aos jovens que frequentavam o 10º ano de escolaridade. Recorde-se que a iniciativa abrange ainda os professores do ensino básico e secundário e os formandos do Programa Novas Oportunidades.
Com este alargamento aos alunos do 11º e 12º ano são abrangidos no programa mais 250 mil potenciais beneficiários, o que eleva para 750 mil o número de utilizadores previsto, depois de este ter sido fixado inicialmente entre os 500 e 600 mil.
A Resolução do Conselho de Ministros de hoje prevê ainda um regime especificamente dirigido a beneficiários da iniciativa com necessidades educativas especiais de carácter permanente, garantindo-lhes o acesso a computadores adaptados, sem quaisquer encargos adicionais.
Dependendo do escalão de rendimentos do agregado familiar, os alunos têm acesso a computadores portáteis por um máximo de 150 euros e uma mensalidade de banda larga móvel que é 5 euros mais baixa do que o valor de mercado.
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«Uma vida não examinada não merece ser vivida.» Sócrates (470 a.C. - 399 a.C.), QUALIA, um blog de Vítor João Oliveira.
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Esta é a história exemplificativa dos perigos inerentes à ânsia de querer na Educação bons resultados à força!!!
Hoje, enquanto preparava na sala de professores uma ficha de avaliação para as minhas turmas do 9º ano, a Directora de Turma de uma dessas turmas chegou-se perto de mim e disse-me que queria contar-me uma situação que tinha ocorrido com ela durante uma das sessões de tutoria com três alunas da sua turma.
Contou-me então que na última sessão de tutoria tinha estado a preparar as três alunas para o teste de História. Questionou as alunas sobre a localização geográfica da Rússia. No globo terrestre que havia levado para a tutoria nenhuma das alunas conseguiu localizar esse enorme país. Assustada com a situação pediu então às alunas que localizassem Portugal no mundo. Nenhuma foi capaz de o fazer!!! Relembro: alunas do 9º ano de escolaridade!!!
Ficou então quase em estado de choque e resolveu vir contar-me a história, sabendo que já sou professor de Geografia de uma das alunas desde o 7º ano. Não me admirei com a situação já que tenho da aluna a clara convicção das extremas dificuldades da mesma. Ao chegar a casa fui analisar as avaliações que lhe dei nos 7º e 8º anos e verifiquei que sempre dei nota 2 à aluna e que a mesma transitou no passado ano lectivo com cinco níveis negativos à custa do preenchimento de umas grelhas que permitem a passagem de ano de forma algo burocrática e administrativa. Quem é professor sabe do que falo.
Depois temos resultados deste género: melhoria do sucesso educativo para as estatísticas e do agrado do Ministério da Educação, mas o desbravar de um rumo perigoso e enganador, assente no crescente facilitismo e no abaixamento do rigor e seriedade científicas…
Sacado do blog Na Sala de Aula
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Título: Escritos sobre uma Vida Ética
Autor: Peter Singer
Tradução de Pedro Galvão, Maria Teresa Castanheira e Diogo Fernandes
Edição: Dom Quixote, 2008, 359 pp.
Peter Singer apresenta neste livro uma recolha de artigos, capítulos de livros e uma entrevista, que visam esclarecer o leitor que só conhece o pensamento de Singer superficialmente. Publicado na sequência da imensa polémica que se seguiu à sua contratação pela Universidade de Princeton, este livro aborda os principais temas de reflexão de Singer: a eutanásia, a obrigação de ajudar os mais pobres, o sofrimento dos animais e o vegetarianismo ético. Sempre servido por uma escrita clara, organizada e fluente, este livro permite conhecer melhor o pensamento do autor sem ter de ler os seus diversos livros e artigos que constituem já uma pequena biblioteca de ética aplicada.
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Este texto é dirigido a todos os colegas, professores de filosofia no ensino secundário. Trata-se de um apelo. A crítica pública de manuais escolares é essencial e um dos melhores caminhos para melhorar a qualidade dos manuais e, por conseguinte, das nossas aulas e opções lectivas. Disponibilizo este blog como espaço aberto à crítica de manuais, visto que muitos colegas tem ideias a explorar, mas sem local próprio para as publicar. Disponibilizo dois contactos de e-mail para os quais podem ser enviados os vossos textos a fim de ser publicados. Como é óbvio, não publicarei textos anónimos nem insultuosos. A ideia é de uma forma pedagógica apontar erros, dificuldades, limitações, etc… e também os pontos positivos ou as vantagens que existe em optar pelo manual X e não pelo Y. É indiferente se vamos defender uma linha mais hermenêutica ou uma linha mais analítica, ou outra coisa qualquer. O espaço está aberto ao debate. Só espero mesmo pela reacção. Pela minha parte vou fazer o meu trabalho de casa. No final indicarei o número de professores que resolveram dar-se ao trabalho de fazer crítica de manuais, seja esse número de 1000 ou 0. É claro que nos referimos aos manuais de filosofia, referentes ao 11º ano que estarão em breve disponíveis para adopção.
Mãos à obra.
Contactos:
rolandotavaresalmeida@gmail.com
rolandoa@netmadeira.comRolando Almeida
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Autoria de Miguel Bruno Duarte
Ainda há pouco tempo, ficámos a conhecer, na Leonardo, as teses que a diferenciam do ideário preconizado pela “Nova Águia”, que é, como sabemos, um projecto comunitário com vista à salvação do mundo. Enfim, mais uma irmandade cujo ideário não pode nem deve ser confundido com nenhuma das teses da filosofia portuguesa, sobretudo quando pensamos em todos aqueles que, pouco habituados a estas lides, não sabem distinguir o pensamento genuinamente português do que, por mera participação do real no ideal, não lhe é certamente afim. “Nova Águia” é precisamente mais uma revista que dá voz a juízos indefinidos, servindo-se, para o caso, de apotegmas oriundos das mais ilustres figuras da cultura portuguesa. No que de melhor caracteriza o substracto étnico dos portugueses, a “Nova Águia”, com o seu cortejo de esquerdistas, mações e católicos progressistas – a maioria deles, como se sabe, credenciados pela Universidade pombalina –, rebaixa, em flagrante paradoxo, o que estudos etnológicos, poéticos e filosóficos permitem concluir sobre o carácter único e inconfundível do povo português. Não há hipótese: a filosofia portuguesa sabe o que quer e para onde vai! Além disso, é livre, inteiramente livre e independente, não querendo, pois, nada com o Estado e sua cultura irremediavelmente socializada. Foram a Universidade e seus agentes responsáveis pelo verdadeiro regime de terror implantado em Portugal. E por regime de terror, entenda-se o positivismo em todas as suas formas, incluindo as metafísicas.
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6ª FEIRA, DIA 29 DE FEVEREIRO, ÀS 20h15m, JUNTO AOS PAÇOS DO CONCELHO EM TORRES VEDRAS, CONCENTRAÇÃO DE PROFESSORES….
SÁBADO, DIA 1 DE MARÇO, PELAS 16H30M, NO LARGO DOS NAVEGANTES, JUNTO AO HOTEL VILA GALÉ, NA ZONA DAS ESPLANADAS, NA ERICEIRA, CONCENTRAÇÃO DE PROFESSORES….
NOTA: TODOS VESTIDOS DE PRETO
Não podemos dar tréguas ao GOVERNO E AO ME!!!!…..
TEMOS QUE CONTINUAR EM CIMA DELES!!!!….
TEMOS QUE SER CADA VEZ MAIS!!!….
Traz outro amigo também!!….
DIVULGA!!!!!….
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A Filosofia da Física é o estudo das fundamentais e essenciais questões filosóficas subjacentes à moderna Física, o estudo da matéria e energia e como elas interagem. As questões principais dizem respeito à natureza do espaço e do tempo, átomos, partículas, cordas, gravidade quântica em aros, tal como, as previsões da cosmologia, os resultados da interpretação da mecânica quântica, bem como a natureza das leis físicas.
A natureza da Física encontra-se na Matemática, pois esta oferece uma ferramenta por definição concisa, em que consegue transmitir, descrever e predizer todos os fenómenos físicos, pois a Matemática é um método lógico formal que consegue deduzir todas as propriedades do mundo físico, sem a necessidade de observações. Por exemplo Newton previu a existência de Black Holes sem qualquer meios de observação directos, pois é possível compreender intuitivamente, com ajuda do rigor matemático, a grande maioria dos fenómenos físicos universais. Portanto, a Física usa a matemática para formular uma descrição do mundo físico, e em seguida, deduz matematicamente o comportamento deste mundo em várias circunstâncias, isto é, previsão - a Física possui o poder do cálculo de prever o resultado de uma experiência. As teorias fundamentais tem um profundo paralelismo com axiomas matemáticos e com físicas simétricas, em que lida principalmente com componentes do universo assumindo-o a ser real, enquanto conceitos de matemática de puras abstracções, muitas das vezes virtuais em sistemas binários. Exemplo disso mesmo é a mecânica quântica de Max Planck e a Teoria da relatividade de Einstein.
publicado pelo utilizador UNO no Fórum Filosofia
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Um blog que vale a pena visitar A Educação do meu Umbigo
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Parece que custou a arranjar mas chegaram cheios de força, eu apoio-os incondicionalmente:
Associação Nacional de Professores
Quem quiser sugerir mais grupos ou associações poderá faze-lo através da caixa de comentarios, posteriormente actualizo.
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Todos ao Café Filosófico de Évora
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Consulte os numeros no Telegrapho de Hermes
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Por que não conhecemos a dimensão do universo?
Eis um post convidado do professor do ensino secundário Rolando Almeida, sobre a divulgação científica e o ensino.
O post do Desidério “A Nossa Dimensão”, chamou-me a atenção para um aspecto relacionado com o ensino em geral e com as ciências em particular.
O que sei de ciência é muito pouco e, em grande parte, é saber proveniente dos livros de introdução às várias áreas da ciência — desde a química à física, biologia, etc. — que vou lendo. Sem esses livros o meu conhecimento seria muito menor e isto porque já no meu tempo de secundário a escola que tive não me forneceu uma base sólida em matéria de ciência.
Sou professor de filosofia do ensino secundário público há mais de uma década e todos os anos lido directamente com cerca de uma centena de jovens adolescentes. Muito me tem espantado a grave ausência de conhecimentos elementares de ciência nestes alunos. Quando, por exemplo, numa aula, refiro que um ponto brilhante que vemos no céu numa noite escura está a anos-luz de distância e poderá já não existir, os alunos, ao mesmo tempo que revelam uma curiosidade enorme, olham-me como se estivesse maluco e lhes pregasse uma partida, inventando uma fantasia qualquer.
Parece-me importante explorar algumas tentativas de explicar por que razão os alunos do ensino secundário manifestam este comportamento. Entre as explicações mais usuais e mais imediatas temos a ideia de que os alunos hoje em dia só se interessam por futebol e telenovelas, roupas da marca e telemóveis. Bem, se escrevo este texto é precisamente porque a minha experiência constitui um contra-exemplo a esta ideia feita. O que os alunos revelam não é falta de interesse mas desconhecimento dessas matérias. Sempre que falo destes assuntos, os alunos revelam muito interesse e entusiasmo.
Posso também referir o célebre argumento de que os alunos não sabem porque não estudam. Mas referimo-nos aqui a conhecimentos elementares, básicos, os quais, com uma formação sólida, os alunos dominariam ao chegar ao secundário, como dominam o saber respirar sem correr o risco de morte súbita.
Podemos pensar então que a responsabilidade é dos professores. Mas acontece que um aluno do secundário já teve dezenas de professores que lhe ensinaram física, química, «ciências da terra e da vida», etc. Significará isso que, por azar, só teve professores muito maus? Não parece.
Se a responsabilidade não é directamente dos alunos, nem dos professores, só nos resta uma alternativa. A responsabilidade desta ausência de conhecimento só pode dever-se ao método e aos programas de ensino, que não promovem um conhecimento sólido da ciência, da história, da música ou filosofia.
Acresce que os agentes da educação em Portugal actualmente pensam que no ensino técnico e profissional reside a sebastianina salvação. Ainda não compreendemos que um país com bons técnicos mas sem conhecimento tem de comprar no exterior a engenharia, para que os seus técnicos tenham assim trabalho. Mesmo do ponto de vista da economia este desprezo pelo ensino rigoroso das ciências não faz qualquer sentido. O nosso atraso deve-se, em grande medida, à falta de capacidade inventiva, que só se pode começar a cultivar com um ensino que promova o interesse pelas ciências e pelo saber em geral.
Retomo o exemplo dos meus alunos. Tenho por hábito levar livros de filosofia, a minha disciplina, mas também de introdução à ciência (muito devo à Ciência Aberta da Gradiva) para as minhas aulas. Todos os anos vendo indirectamente livros de introdução à ciência. Quer isto dizer que os alunos se interessam — mas não se podem interessar pelo que não conhecem, pelo que não é estudado nas aulas porque está ausente dos programas.
Esta experiência também me diz que há um trabalho por fazer no sistema de ensino em Portugal: a divulgação da ciência e do conhecimento. Os filósofos, cientistas, músicos, têm de sair das academias e realizar esse trabalho cativando os mais novos para essas áreas de interesse.
Nas notícias recentes do encerramento de alguns cursos no ensino superior (como física, matemática e filosofia), justifica-se esse encerramento alegando que não garantem empregos. Mas isto só é parcialmente verdade, uma vez que os alunos, no ensino secundário, não foram incentivados para o estudo da física, matemática, filosofia, etc. E sabemos que os mercados se dinamizam na sua inventividade e adaptação aos tempos, isto é, sabemos que é possível criar dinâmicas de mercado para cursos como filosofia, matemática ou física. De um certo ponto de vista é mesmo o contrário que ocorre: sem a dinâmica destas áreas, como podemos ter mercados? Será que queremos para toda a vida um nível intermédio em que só temos técnicos profissionais de mecânica, mas não podemos ter os nossos engenheiros mecânicos?
Este trabalho está por ser realizado e os sucessivos ministérios da educação portugueses não se têm mostrado propriamente disponíveis para seguir esta via, pressionados que estão pelas estatísticas políticas. Somos nós, aqueles que estão directamente envolvidos no sistema educativo, quem tem de assumir essas responsabilidades. Precisamos de mais articulação entre os vários níveis de ensino, de actualização dos saberes e de reformas nos programas, que tão vazios andam de conteúdos precisos e rigorosos. Que mais pode fazer um Ministério se tiver um cientista de renome a denunciar publicamente os erros do programa X no ensino básico e secundário? Se esse cientista está ligado a uma universidade, o que ganha futuramente são mais alunos a procurar as áreas científicas, maior empreendedorismo na ciência.
E os alunos ficariam a saber a real dimensão no universo.
Rolando Almeida
Professor de Filosofia no ensino secundário público, no Funchal, Madeira
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Esta musica aposto que a maioria dos leitores não conhece.
OUR WORLD by Zain Bhikha
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