Publicado por: fgalvao | Abril 19, 2007

Metafísica (Significado)

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METAFÍSICA

METAFÍSICA – A palavra metafísica deve a sua origem a uma denominação especial na classificação das obras de Aristóteles feita primeiro por Andrónico de Rodes. Como os livros que tratam da filosofia primeira foram colocados na edição das obras do Estagirita a seguir aos livros da física, chamou-se aos primeiros metafísica, isto é “os que estão detrás da física”.
Esta designação, cujo sentido primitivo parece ser puramente classificador, teve posteriormente um significado mais profundo, pois, com os estudos que são objecto da filosofia primeira, se constitui um saber que pretende penetrar no que está situado para além ou detrás do ser físico enquanto tal.
Segundo o próprio Aristóteles, há uma ciência que estuda o ser enquanto ser. Essa ciência investiga os primeiros princípios e as principais causas. Merece, por isso, ser chamada filosofia primeira, diferente de qualquer filosofia segunda. Aquilo que é enquanto é, tem certos princípios, que são os axiomas, e estes aplicam-se a qualquer substância como substância e não a este ou àquele tipo de substância.
Aquilo a que chama filosofia primeira, ao ocupar-se do ser como ser, das suas determinações, princípios, etc, ocupa-se de algo que é, na ordem do que é na ordem também do seu conhecimento. Mas pode entender-se este ser superior ou supremo de dois modos: ou como estudo formal daquilo que depois se irá chamar formalidades, e, nesse caso, a metafísica será aquilo que depois se irá chamar ontologia, ou então como estudo da substância separada e imóvel – o primeiro motor, Deus — e nesse caso será, como Aristóteles lhe chama, “filosofia teológica”, isto é, teologia.
Os escolásticos medievais ocupar-se-ão muitas vezes, da questão do objecto próprio da metafísica. E como o conteúdo da teologia estava determinado pela revelação, ocuparam-se também das relações entre metafísica e teologia. Foram muitas as opiniões sobre estes dois problemas.
Quase todos os autores concordaram em que a metafísica é uma ciência primeira e uma filosofia primeira. Mas, atrás disto, vêm as divergências. S. Tomás pensou que a metafísica tem por objecto o estudo das causas primeiras. Mas a causa real e radicalmente primeira é Deus. A metafísica trata do ser, o qual é “convertível com a verdade”. Mas a fonte de toda a verdade é Deus. Nestes sentidos, pois, Deus é o objecto da metafísica. Por outro lado, a metafísica é a ciência do ser como ser e da substância, ocupa-se do ente comum e do primeiro ente, separado da matéria. Parece, assim, que a metafísica é duas ciências ou que tem dois objectos. Contudo isso não acontece, pois trata-se antes de dois modos de considerar a metafísica. Em um desses modos, a metafísica tem um conteúdo teológico, mas este conteúdo não é dado pela própria metafísica, mas pela revelação: a metafísica está, pois, subordinada à teologia. No outro destes modos, a metafísica é o estudo daquilo que aparece primeiro no entendimento; continua a estar subordinada à teologia, mas sem se pôr formalmente o problema dessa subordinação. Para Duns Escoto, a metafísica é primeira e formalmente ciência do ente. Para Duns Escoto, tal como antes para Avicena, a metafísica é anterior à teologia, não pelo facto de o objecto desta estar realmente subordinado ao objecto da primeira, mas pelo facto de, sendo a metafísica ciência do ser, o conhecimento deste último ser fundamento do conhecimento do ser infinito. Suárez resumiu e analisou quase todas as opiniões acerca da metafísica propostas pelos escolásticos e sustentou que essas opiniões têm todas alguma justificação, embora sejam parciais. Tanto os que defendem que o objecto da metafísica é o ente considerado na sua maior abstracção, como os que afirmam que é o ente real em toda a sua extensão, ou os que dizem que o único objecto é Deus, ou os que declaram que este único objecto é a substância enquanto tal, descobriram verdades parciais. Para Suárez, a noção de metafísica não é tão ampla como alguns supõem, nem tão restrita como outros admitem. A metafísica é a ciência do ser enquanto ser, concebido como transcendente. O princípio “o ser é transcendente” é, para Suárez, a forma capital da metafísica. Durante a época moderna, defenderam-se opiniões muito diferentes acerca da metafísica, incluindo a opinião de que não é uma ciência nem nunca o poderá ser. Francis Bacon considerava que a metafísica é a ciência das causas formais e finais, ao contrário da física, que é a ciência das causas materiais e eficientes. Para Descartes, a metafísica é uma filosofia primeira que trata de questões como a existência de Deus e a distinção real entre a alma e o corpo do homem. Característico de muitas das meditações ou reflexões ditas metafísicas, na época moderna, é que tentam explicar problemas trans-físicos e que, nesta explicação, se começa com a questão da certeza e das primeiras verdades. A metafísica só é possível como ciência quando se apoia numa verdade indubitável e absolutamente certa, por meio da qual podem alcançar-se as verdades eternas. A metafísica continua a ser, em grande parte, ciência do transcendente, mas esta transcendência apoia-se, em muitos casos, na absoluta imediatez e imanência do eu pensante.
Outros autores rejeitaram a possibilidade do conhecimento metafísico e, em geral, de qualquer realidade considerada transcendente. O caso mais conhecido, na época moderna é o de Hume. A divisão de qualquer conhecimento em conhecimento de factos ou relações de ideias deixa sem base o conhecimento de qualquer objecto metafísico; não há metafísica porque não há objecto de que essa pertença ciência possa ocupar-se. Outros estabeleceram uma distinção entre metafísica e ontologia. Na ontologia, recolhe-se o aspecto mais formal da metafísica.
Concebe-se a ontologia como uma filosofia primeira que se ocupa do ente em geral. Por isso pode equiparar-se a ontologia a uma metafísica geral. As dificuldades oferecidas por muitas das definições anteriores de metafísica pareciam desvanecer-se em parte: a metafísica como ontologia não era ciência
de nenhum ente determinado, mas podia dividir-se em certos ramos (como a teologia, a cosmologia e a psicologia racional) que se ocupavam de entes determinados, embora em sentido muito geral e como princípio de estudo desses entes — isto é, em sentido o**
A persistente tendência das ciências positivas ou ciências particulares relativamente à filosofia agudizou as questões fundamentais que se tinham levantado acerca da metafísica, e em particular as duas questões seguintes:

1) Se a metafísica é possível como ciência;

2) De que se ocupa.

A filosofia de Kant é central na discussão destes dois problemas. Este autor tomou a sério os ataques de Hume contra a pretensão de alcançar um saber racional e completo da realidade, mas, ao mesmo tempo, tomou a sério o problema da possibilidade de uma metafísica. A metafísica foi, até agora, a arena das discussões sem fim, edificada no ar, não produziu senão castelos de cartas. Não pode, pois, continuar-se pelo mesmo caminho e continuar a dar rédea solta às especulações sem fundamento. Por outro lado, não é possível simplesmente cair no cepticismo: é mister fundar a metafísica para que venha a converter-se em ciência e para isso há que proceder a uma crítica das limitações da razão. Em suma, a metafísica deve sujeitar-se ao tribunal da crítica, à qual nada escapa nem deve escapar. Kant nega, pois, a metafísica, mas com o fim de a fundar. Tal como na idade média, a metafísica constituiu,
durante a idade moderna e depois ao longo da idade contemporânea, um dos grandes temas de debate filosófico, e isso a tal ponto que a maior parte das posições filosóficas, desde Kant até à data, se podem compreender em função da sua atitude perante a filosofia primeira. As tendências adscritas àquilo que poderíamos chamar a filosofia tradicional não negaram em nenhum momento a possibilidade da metafísica. O mesmo aconteceu com o idealismo alemão, embora o próprio termo metafísica não tenha recebido com frequência grandes honras. Em contrapartida, a partir do momento em que se acentuou a necessidade de se ater a um saber positivo, a metafísica foi submetida a uma crítica constante. Na filosofia de Comte isto é evidente: a metafísica é um modo de conhecer próprio de uma época da humanidade, destinada a ser superada pela época positivista. Esta negação da metafísica implicava, por vezes, a negação do próprio saber filosófico. Por isso surgiram, nos fins do século dezanove e começos do século vinte, várias tendências antipositivistas que, embora hostis em princípio à metafísica, acabaram por aceitá-la.
Existencialismo e bergsonismo e muitas outras correntes do nosso século são ou de carácter declaradamente metafísico ou reconhecem que o que se faz em filosofia é propriamente um pensar de certo modo metafísico. Em contrapartida, outras correntes contemporâneas opuseram-se decididamente à metafísica, considerando-a uma pseudociência. É o que acontece com alguns pragmatistas, com os marxistas e em particular com os positivistas lógicos (neopositivistas) e com muitos dos chamados analistas. Comum aos positivistas é terem adoptado uma posição sensivelmente análoga à de Hume. Acrescentaram à posição de Hume considerações de carácter linguístico. Assim, sustentou-se que a metafísica surge unicamente como consequência das ilusões em que a linguagem nos envolve. As proposições metafísicas não são nem verdadeiras nem falsas: carecem simplesmente de sentido. A metafísica não é, pois, possível, porque não há linguagem metafísica.
A metafísica é, pois, um abuso da linguagem. Nos últimos anos, foi dado verificar que, inclusive dentro das correntes positivistas e analistas se levantaram questões que podem considerar-se como metafísicas, ou então atenuou-se o rigor contra a possibilidade de qualquer metafísica.

Fonte: Dicionário de José Ferrater Mora

Publicado pelo Utilizador Príncipe_do_Bem em Forum Filosofia

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Responses

  1. Descolar o eixo da interpretação do ente do ser do nada para a essência de criar outro método, e como diria Nietzsche, ‘o que conta são os métodos!’, cosmicamente superior total à ciência. A metafísica não é uma ciência, é metafísica, é pois a causa primeira da filosofia que pode tornar possível, ‘e compreender é criar possibildades’, Heidegger, uma nova linguagem mais profundamente total cósmica que a matemática, de forma que a ciência seja ultrapassada por outro método cujos fundamentos de criar essa nova outra linguagem (afinal até já existe a linguagem máquina baseada no sistema binário 1’s e 0’s, o Assembler, C, Pascal, Visual C++, visual Basic, Java, Ajax, Flash… até para lá do infinitamente cósmico), seja possivel através da metafísica enquanto totalidade de vontade de dominação em todo cosmos total que se eleva ao próprio TUDO!

  2. Gostei do texto da Metafísica, sou seminarista e não posso me utilizar do mesmo , o que para mim é uma pena, porque o autor não teve a CORAGEM de se mostrar.
    Texto sem autor é pior que fofoca, ninguém é o responsável é uma atitude COVARDE.
    Para responder a você , eu tenho que me identificar, peço a você que não me responda , mas se identifique daqui para frente , ou mude seu pseudônimo para Principe_dos_COVARDES.

  3. Respeitosamente entendo que a realidade natural de todos os seres vivente, sejam eles racionais ou inrracionais, seja materia sem conciencia cosmica ou de qualquer outro meio é um ser inserido na existencia em fim tudo que existe continuara a existir, ceio eu que tudo existe porque existimos.
    falam de eternidade, infinito, perfeito, justo religiosos , santidade, aprecimento de anjos, vinda de Jesus, fim de mundo, e vida eterna.
    retorno da vida, céu, espaço, mente alma , espirito, amor, sociedade unificaçoes das nações, liguas, e santidade religiões, em fim como entendo tudo que existe a partir das moleculas, as milhares de galaxias etc existente no espaço cósmico.
    a primeira idéia que vem a minha mente como de muitos é: quem somos? o que estamos a fazer aqui? para onde vamos? e de onde veio o mundo? onde começou e onde pode terminar ou segundo afimam : “nãoteve começo , e não terá o fim.
    o que pode o nada produzir ou transformar-se?
    o que pode do nada criar? como surgiu o nada?
    entendendo assim o cosmo sempre existiu sem começo e sem fim. onde o começo é um ponto de partida de todo ser, e o fim o que chamamos de trasição (a morte )
    a meta fisísca na imaginação humana, está alem da fisica. A metafisica embora possa ser uma siciencia uma verdade oura ou apenas fruto da imaginação, onde tudo que imaginamos existe, mas nem tudo que existe possamos ver.
    Einstein já disse, “Ainesisten apneas duas coisas é infinitas – o Universo e a estupidez Humana. E não tenho tanta certeza quanto ao Universo.” E ele não poderia estar mais certo. Estupidez humana não possui limites.
    Só os animais podem ser sencientes, na medida em que, são os únicos seres vivos dotados de um sistema nervoso capaz de permitir a experiência do sofrimento.

    Por outro lado, a senciência pressupõe a consciência, num grau mais ou menos avançado, pelo que, quando falamos em seres sencientes, estamos também a falar em seres conscientes (e, eventualmente, em seres autoconscientes).
    As religiões modernas, com os seus dogmas filosófico-intelectuais, estão a milhões de anos-luz de poder dar as respostas porque se fecharam no dogmatismo e nos interesses do poder, do mando e do dinheiro.
    A ciência está em pior estado ainda – porque fez uma péssima escolha quando optou pela via positivista – uma escola de pensamento ateísta-materialista, originada na Europa nos começos do século XVIII, “enriquecida” depois com as contribuições de Engels, Darwin e outros.
    Hoje, a esperança de muitos no ambiente acadêmico repousa na física quântica; mas mesmo esta, em grande parte revestida dos vícios positivistas dos seus adeptos, também não responde às questões primeiras acerca do surgimento do universo, do homem e da vida.
    O nosso objetivo é apresentar uma visão espírita sobre o tema. Não desprezamos os esforços da física quântica, mesmo sabendo que as fórmulas, conceitos e idéias de que se vale são viciadas, limitadas e limitantes. A linguagem científica não é apropriada para explicar estas questões, como também, para o mesmo fim não são apropriadas as idéias teológicas das actuais religiões confessionais. Além do mais, a razão e o intelecto não são o instrumento mais indicado para estudar e compreender os fenômenos do surgimento da vida e do universo.
    O melhor instrumento para isso é a CONSCIÊNCIA. Mas ainda confundem ‘mente’ com ‘consciência’…
    Num passado distante da humanidade havia um idioma e uma forma de pensar capazes de expressar adequadamente as idéias e as fórmulas sobre a vida, o universo, Deus, o mundo e o homem. Esse idioma e essa forma de pensar não se valiam da razão nem do intelecto, mas da ‘consciência’. Essa forma de pensar era muito parecida com a dos actuais mestres do zen budismo. Trata-se de um pensar sem uso da razão e de um expressar distinto do idioma do intelecto.
    Hoje em dia entende-se a ‘consciência’ como um funcionamento secundário da mente ou da atividade cerebral, segundo os materialistas. Mas, de acordo com o físico quântico hindu Amit Goswami, “o problema desse ponto de vista é que se começa com partículas produzindo átomos, átomos produzindo moléculas, moléculas produzindo neurônios, neurônios produzindo o cérebro e o cérebro produzindo consciência. Isso transforma a consciência num objeto, apesar de que os objetos fazem parte da experiência da nossa consciência, e não só eles, mas o todo.
    O enfoque convencional não consegue incorporar essa duplicidade do sujeito e objeto. Na física quântica existe uma profunda descontinuidade, sendo que algumas partes do movimento quântico são previsíveis. Por exemplo: os objetos da física quântica são considerados ondas de possibilidades. Como essas possibilidades se vão espalhar pode ser previsto pela matemática quântica; mas como as possibilidades se transformam em realidade concreta não pode ser previsto.
    A consciência faz o colapso dessas possibilidades para ser algo – isso é o que chamamos de salto quântico. “Então, a consciência é incorporada na física quântica como o escolhedor da realidade entre as possibilidades existentes”.
    Quando se pergunta se a consciência dependia do cérebro, Amit foi taxativo: “Não somente a consciência, não depende do cérebro como é o cérebro, que depende da consciência.
    Isso vira o ponto de vista materialista (newtoniano) de cabeça para baixo. A vantagem é que você consegue começar a entender a divisão entre sujeito e objeto, e incorporá-los numa mesma realidade. Percebi, ao longo do tempo, que aprendi mais analisando ocorrências extraordinárias do que ordinárias”. [Extracto de uma entrevista à revista PLANETA].
    Para colocar as complexas e multifacetadas realidades do surgimento da vida, do universo e do homem na forma dialética capaz de ser entendida pelas pessoas cultas em matérias transcendentais, vamos utilizar o vocabulário comum e conhecido nas distintas escolas teosóficas, budistas, rosacruzes, maçônicas e gnósticas, mesmo sabendo, de antemão, que cada qual, hoje, em maior ou menor grau, se vale de seus próprios filtros, sem desconsiderar que raros são os que dominam a linguagem dos símbolos e dos arquétipos das antigas culturas.
    Para grande parte dos cientistas actuais a origem do universo deu-se através de uma explosão. Nesse caso, também nos vamos conceder a mesma simplicidade, e dizer que o universo não nasceu nem poderia ter nascido de uma explosão, porque tudo segue modelos e fórmulas anteriores ou pré-existentes na consciência do GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO [dizem os maçons], de DEUS [dizem os cristãos] ou do LOGOS DEMIURGO [dizem os gnósticos].
    É universal e unânime a aceitação da idéia ou pressuposto que DEUS, o LOGOS, o DEMIURGO não teve começo nem terá fim… Portanto, aceitemos isso também, dessa forma.
    Exemplos desses modelos e fórmulas pré-existentes na natureza são os desenhos naturais encontrados nas rochas e mármores e também em qualquer bloco de gelo, quando serrado e examinado por um microscópio atômico.
    Esses mesmos desenhos repetem-se em tudo e em todas as coisas, do infinitamente pequeno ao infinitamente grande.
    Conclusão: quem compreender adequadamente a origem, concepção, formação, nascimento, desenvolvimento e morte do homem, compreenderá, por analogia filosófica, como surgiu o universo.
    A idéia do BIG BANG pode ser comparada ao nascimento de uma criança. Ambos se formam e se desenvolvem dentro de uma matriz, com a diferença que a matriz cósmica não tem exterior segundo o nosso ponto de observação [porque também estamos e vivemos no seu interior]. E se o nascimento humano se desse por meio de uma explosão dentro da matriz, a nova criatura nunca sairia do ventre materno. Porém, como o bebé humano sai de sua matriz, é lógico também supor e admitir que um novo universo também sai de sua matriz [e nós aqui e agora somos parte desse novo universo]. Nesse caso, de onde surgiu o atual universo? Onde foi gerado? De onde veio?
    Perguntas inquietantes, sem dúvida. Sem maiores detalhes diremos simplesmente que um novo universo surge das dimensões superiores do GRANDE VENTRE CÓSMICO [matriz de todos os incontáveis universos que tenham existido anteriormente].
    Se no disser de Hermes Trimegisto “o inferior é igual ao superior, e o superior é igual ao inferior”, então um MACROCOSMO renova-se e morre como se renovam e morrem as células de nosso corpo, num sistema de renovação permanente, porém que tem um limite, tal como a vida do MICROCOSMO. Terminado o tempo, vem a sua morte ou a sua dissolução.
    Vale perguntar: – e depois da morte do homem, o que acontece?
    As religiões populares dizem que quando o ser humano morre, vai para o céu. As religiões esotéricas [não-populares, não-confessionais] dizem que “o espírito” renasce num novo corpo, trazendo consigo o “karma” da vida anterior. A ciência nem sequer leva isso em conta… Para um materialista-ateísta-positivista, a morte é o fim de tudo.
    Em termos de MACROCOSMO, as religiões não dizem nada; desconhecem esse assunto. Quanto à ciência, essa está mais preocupada em desvendar como se deu o suposto BIG BANG…
    Dizemos que os universos nascem e morrem na sua respectiva escala de tempo, cujo “espírito ou consciência cósmica” volta a renascer sucessivamente em novos e futuros mundos…
    Falta explicar como se deu a concepção do universo e quem foram os seus geradores ou seus pais. Nisso, a maioria dos quânticos ainda não conseguiu conceber nada que vá além da matéria, da mente e da energia ou que não seja ‘matéria’, ‘mente’ ou ‘energia’. Nisso, o físico hindu Amit Goswami parece ser uma das poucas excepções; é um dos poucos que percebe que além de ‘matéria’, ‘mente’ e ‘energia’ existe algo chamado CONSCIÊNCIA.
    Efetivamente, não se pode avançar muito em física quântica sem admitir a realidade ou a presença da CONSCIÊNCIA [que é diferente de MENTE] em tudo e em todas as coisas. Um grande salto será dado quando essa idéia puder ser inserida nos modelos matemáticos atualmente conhecidos, ou mesmo, na dialéctica quântica.
    Para a quase totalidade dos físicos, ‘matéria’ é diferente de ‘mente’ e de ‘energia’. A matéria não passa de substância mental em estado físico; todo o universo é feito de matéria mental, energia e consciência.
    Aos físicos, falta-lhes compreender que a criação é um fenômeno presente não só nesta dimensão que conhecemos e onde vivemos, mas que se trata de uma realidade multidimensional. A partir do momento em que se abrir o entendimento para a realidade da coexistência de várias dimensões, materialidades ou substancialidades, tudo e todas as coisas passam a ter também diferentes estados e propriedades físicas, químicas, mentais e de consciência.
    A mente é apenas um dos vectores ou presenças neste fenômeno universal e pluridimensional chamado vida. O mesmo se aplica à energia, se tomada isoladamente, e também à consciência. Podemos rotular de “energia” um sem número de estados distintos de matérias que se apresentam aos nossos olhos, matérias essas, diferentes do estado sólido, líquido ou gasoso como conhecemos.
    Dizemos que a luz não é matéria nem energia; dizemos que eletricidade é energia. Mas, por exemplo, o que sabemos hoje sobre a “natureza” da luz, do fogo e da eletricidade? Nada! Apenas conhecemos os seus efeitos, mas sobre a sua natureza, nada sabemos. Não seria um grande despropósito afirmar que a eletricidade é uma das naturezas do “espírito puro” ou da “consciência cósmica”. O mesmo diria acerca do fogo.
    podemos afirmar que a compreensão total e absoluta destes temas jamais será alcançada pela mente humana.
    A mente não pode compreender a realidade e o funcionamento do “espírito puro” ou da CONSCIÊNCIA UNIVERSAL. Seria o mesmo que desejar que a inteligência natural de uma célula humana pudesse entender o que é o ser humano em si mesmo em toda sua extensão e grandiosidade.Axiomaticamente
    (Entre os filósofos gregos antigos, um axioma era uma reivindicação que poderia ser vista como verdadeira sem nenhuma necessidade de prova. Na epistemologia, um axioma é uma verdade auto evidente, na qual outros conhecimentos se devem apoiar e a partir da qual outro conhecimento é construído).
    No entanto, proporcionalmente na grandiosidade do universo, somos ainda menores que as nossas células em relação a nós mesmos. Essa percepção já deveria ser, de per si, suficiente para os materialistas se darem conta de quão escassa e limitada é a mente humana [intelecto], para desvendar os segredos e mistérios do universo.
    Assim como uma célula no nosso corpo tem uma inteligência natural [consciência instintiva ou elementar] para elaborar, produzir e manter a vida dentro de seu estreito espaço da massa corporal humana, assim também a minúscula crisálida humana tem apenas uma limitada inteligência natural [mente racional] que lhe permite apenas participar da vida dentro do seu próprio espaço celular cósmico.
    Os actuais homens de ciência partem do princípio que o ser humano atual, mesmo com todas as suas limitações racionais, já é uma obra acabada e perfeita dentro do universo – e aí está o principal e maior equívoco. Essa inteligência natural e esses 5 sentidos funcionam mal; não são suficientes para aceder e compreender as realidades metafísicas e transfisiológicas.

    Houve um tempo, num passado remoto da humanidade, que o ser humano era dotado de 12 sentidos em perfeito funcionamento: 5 sentidos físicos ligados à mente e 7 sentidos ocultos, relacionados à consciência. Mas, ao decidirmos dar prioridade às coisas e interesses da vida material ou externa, acabamos atrofiando e adormecendo os sentidos internos, da consciência, além de perder grandes capacidades dos cinco sentidos ordinários do corpo humano.
    Por isso, tornámo-nos totalmente cegos e surdos a tudo o que está para além dos cinco sentidos ordinários hoje conhecidos. Somente os sentidos da consciência, os sentidos internos, nos permitem ver, conhecer, estudar e investigar as dimensões superiores do universo e da vida e perceber também outras naturezas materiais e substanciais.

    Para (re) activar esses sentidos, é preciso que ‘despertemos’ a CONSCIÊNCIA [que se atrofiou por falta de uso, especialmente nos últimos quatro mil anos].
    Se dessas coisas nada sabe a ciência, o que nos importa? Paciência! A realidade é que os cientistas [fanáticos] desprezam o divino e os crentes [fanáticos] das distintas religiões desprezam a matéria. Uns dizem que não seria ciência caso aceitassem um factor divino a reger tudo; os outros dizem que não haveria salvação aceitando-se a idéia de um Deus que também se reveste de matéria – como se matéria e espírito não fossem meramente dois pólos de uma mesma e única realidade.
    Não nos deixemos enredar na dualidade intelectual, nem nas crenças – sejam elas científicas ou religiosas. Busquemos a compreensão directa pela vivência e pela experimentação. Isso só é possível através da CONSCIÊNCIA, não da mente.
    Linus Carl Pauling (1901-1994)

    Fotografia do Journal of Chemical Education Janeiro/1996 Linus Pauling nasceu em Portland, Oregon, Estados Unidos da América, a 28 de fevereiro de 1901 e morreu aos 93 anos, em 20 de agosto de 1994, após uma brilhante carreira profissional, complementada por intensa atividade de cunho humanitário na sociedade civil.
    Ele foi um dos maiores químicos de todos os tempos e certamente um cidadão muito importante neste século, pois foi a única pessoa a receber o famoso Prêmio Nobel por duas vezes, por motivos completamente diferentes.
    Em 1954 ele recebeu o Prêmio Nobel de Química, principalmente pela obra A Natureza das Ligações Químicas, publicada em 1939, que colocou as bases da Ligação Covalente entre átomos, para formar as MOLÉCULAS.
    Depois, em 1962 recebeu o Prêmio Nobel da Paz por participar ativamente de manifestações contra testes nucleares, o uso de bombas atômicas como armas de guerra e a construção de usinas nucleares.
    Ele estudou Química no Caltech, o famoso Instituto de Tecnologia da Califórnia e pesquisou e ensinou no próprio Caltech, na Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara e em San Diego, na Universidade de Stanford em Palo Alto, Califórnia. Foi um pesquisador ativo até a sua morte, quando atuava como Diretor de Pesquisa no Instituto Linus Pauling de Ciências e Medicina, também em Palo Alto.
    Pauling se interessava em entender, explicar e prever fenômenos, deixando a formulação matemática em segundo plano. Ele mesmo se dizia mais preocupado com as idéias do que com as fórmulas.

    Em 1928 publicou um dos seus primeiros trabalhos associando as idéias sobre a estrutura do átomo com a noção de ressonância entre várias estruturas moleculares equivalentes e alternativas.
    Nesta época, que precedeu a bomba atômica, estava começando a ser desenvolvido o modelo de átomo que conhecemos hoje – uma partícula com um núcleo, com carga elétrica positiva, contendo a maior quantidade de massa, rodeado por elétrons que são partículas de massa muito pequena e carga negativa. Cargas negativas dentro de um campo elétrico positivo não podem gerar um sistema estável devido à atração mútua. Ocorre que o átomo é estável porque os elétrons estão em níveis discretos de energia. Estes níveis são descritos matematicamente por funções de onda orbital, que partem do princípio de que o elétron tem comportamento dual, ora se comporta como partícula e ora como onda.
    Quando os átomos interagem mais fortemente uns com os outros, podem formar ligações fortes, gerando grupos com identidade própria, bem estabelecida. Estes grupos são as chamadas moléculas.
    Algumas moléculas surpreendiam os pesquisadores por apresentarem estabilidades e geometrias incompatíveis com os valores esperados. Pauling publicou em 1931 o trabalho considerado por ele como o mais importante, propondo que, antes da ligação, os orbitais dos átomos fazem combinações, sofrendo alterações de geometria e de energia, gerando os orbitais híbridos, para então se ligarem e formarem as moléculas. Este modelo explicou de modo absolutamente claro a geometria das ligações dos compostos orgânicos, cujo principal componente é o átomo de Orbitais de átomos de todos os elementos químicos podem sofrer hibridização, mas o efeito é notável nos compostos orgânicos, importantes por seu papel nos processos ligados à vida. Depois, Pauling continuou a explicar a formação das moléculas, começando pela mais simples, a molécula de hidrogênio, com apenas dois átomos, e generalizando para os demais casos.
    Estava sendo proposta a Teoria da Ligação de Valência, fundamental para o entendimento da formação, da estabilidade, do comportamento, etc., das moléculas e, portanto das substâncias. Pauling dedicou-se também a Por exemplo, na década de 50, ele ficou bastante intrigado com o fato do xenônio, um gás nobre, atuar como anestésico. Ele se perguntava: “Como o xenônio, que não reage quimicamente, que não forma nenhum composto conhecido, pode atuar como anestésico? O que faz de uma substância, um anestésico?” Pauling desenvolveu um modelo segundo o qual, no corpo à temperatura ambiente podem se formar microcristais do agente anestésico com cadeias de proteínas, através de interações do tipo Van der Waals, que podem ser fortalecidas pelas presença de íons no anestésico e de cadeias laterais eletricamente carregadas nas proteínas. Estes microcristais podem aprisionar elétrons, interferindo na transferência de impulsos elétricos que constituem a consciência e a memória efêmera.
    Pauling também atuou na área de direitos humanos, posicionando-se contra o uso de armas nucleares e contra a construção de usinas nucleares. Em 1952, como ele se recusasse a denunciar companheiros de movimentos pacifistas, o governo americano negou-lhe passaporte para ir à Inglaterra participar de um Congresso sobre estruturas moleculares de proteínas, outro campo que também recebeu dele, importantes contribuições.
    Outros temas. Carbono.
    Ironicamente, ao mesmo tempo em que nos Estados Unidos da América ele era acusado de ser comunista, na antiga União Soviética, 800 cientistas de renome se reuniram e afirmaram que as idéias de Pauling sobre a ressonância entre estruturas moleculares eram incompatíveis com o materialismo dialético e que nenhum patriota soviético usaria este modelo. Cinco anos depois, a aplicação da teoria foi liberada naquele país. Com um trabalho tão vasto e importante, Pauling brincava e dizia que gostaria de ser lembrado como a pessoa que “descobriu a Vitamina C”.
    A Vitamina C foi descoberta por outro pesquisador, em 1927, mas em 1967, Pauling redescobriu-a, revelando a importância de terapias com base nela em processos infecciosos, como em gripes. Nos seus últimos anos de vida, publicou um trabalho relatando que concentrações significativas de Vitamina C podem impedir, in vitro, a duplicação do vírus HIV.
    Linus Pauling é um gigante do nosso século e deve ser lembrado pelo seu desempenho magnífico como cidadão de seu tempo e pesquisador sério, mas ele foi, acima de tudo, um pensador. Ainda nos anos 50, ele foi confrontado com Van Vleck, que propôs a Teoria de Orbitais Moleculares para explicar a formação das moléculas. Esta teoria tem sólida base matemática, enquanto que a Teoria de Pauling explica os fenômenos e depois procura as equações. Van Vleck afirmou: “eu nunca fiz um contribuição para a física que não pudesse ser obtida a partir de equações!”, e Pauling respondeu: “eu nunca fiz uma contribuição que não viesse de uma nova idéia. Aí sim, eu procurava a equação que ajudasse a sustentar a idéia!”

    Texto: Regina Helena Porto Francisco
    ATENÇÃO: Este artigo ou secção não cita as suas fontes ou referências, em desacordo com a política de verificabilidade. Ajude a melhorar este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto ou em notas de rodapé.

    Nota: Para outros significados de Célula, ver Célula (desambiguação)
    Desenho da estrutura do súber, conforme visto pelo microscópio de Robert Hooke e descrito em seu livro Micrographia, a qual dá origem à palavra “célula”, usada para descrever a menor unidade de um organismo vivo.
    A célula representa a menor porção de matéria viva dotada da capacidade de auto-duplicação independente. São as unidades estruturais e funcionais dos organismos vivos. Podem ser comparadas aos tijolos de uma casa. Cada tijolo seria como uma célula. Alguns organismos, tais como as bactérias, são unicelulares (consistem em uma única célula). Outros organismos, tais como os seres humanos, são pluricelulares.
    Os seres humanos possuem aproximadamente 100 trilhões células; um tamanho de célula típico é o de 10 µm; uma massa típica da célula é 1 nanograma. A maior célula conhecida é o ovo de avestruz.
    Em 1837, antes de a teoria final da célula estar desenvolvida, um cientista tcheco de nome Jan Evangelista Purkyňe observou “pequenos grãos” ao olhar um tecido vegetal através de um microscópio.
    A teoria da célula, desenvolvida primeiramente em 1839 por Matthias Jakob Schleiden e por Theodor Schwann, indica que todos os organismos são compostos de uma ou mais células. Todas as células vêm de células preexistentes. As funções vitais de um organismo ocorrem dentro das células, e todas elas contêm informação genética necessária para funções de regulamento da célula, e para a para transmitir a informação para a geração seguinte de células.
    A palavra “célula” vem do latim: cellula (quarto pequeno). O nome descrito para a menor estrutura viva foi escolhido por Robert Hooke. Em um livro que publicou em 1665, ele comparou as células da cortiça com os pequenos quartos onde os monges viviam.
    História
    As células foram descobertas em 1665 pelo inglês Robert Hooke. Ao examinar em um microscópio rudimentar, uma lâmina de cortiça, Hooke verificou que ela era constituída por cavidades poliédricas, às quais chamou de células (do latim cella, pequena cavidade). Na realidade Hooke observou blocos heradecimais que eram as paredes de células vegetais mortas. A teoria celular foi formulada em 1839 por Schleiden e Schwann, que concluíram que todo ser vivo é formado por células.
    As células são envolvidas pela membrana celular e preenchidas com uma solução aquosa concentrada de substâncias químicas, o citoplasma em que se encontram dispersos organelos (por vezes escrito organelas, organóides, orgânulos ou organitos).
    As formas mais simples de vida são organismos unicelulares que se propagam por cissiparidade. As células podem também constituir arranjos ordenados, os tecidos.
    Normalmente as células vegetais são representadas com cor verde, ao contrário das células animais.
    Estrutura:
    Estrutura típica de uma célula procarionte, representada por uma bactéria (clique para ampliar): 1. Cápsula, 2. Parede celular, 3. Membrana plasmática, 4. Citoplasma, 5. Ribossomos, 6. Mesossomos, 7. DNA (nucleóide), 8. Flagelo bacteriano.
    Estrutura de uma célula vegetal típica (clique para ampliar): a. Plasmodesmos, b. Membrana plasmática, c. Parede celular, 1. Cloroplasto (d. Membrana tilacóide, e. granum), 2. Vacúolo (f. Vacúolo, g. Tonoplasto), h. Mitocôndria, i. Peroxissomo, j. Citoplasma, k. Pequenas vesículas membranosas, l. Retículo endoplasmático rugoso, 3. Núcleo (m. Poro nuclear, n. Envelope nuclear, o. Nucléolo), p. Ribossomos, q. Retículo endoplasmático liso, r. Vesículas de Golgi, s. Complexo de Golgi, t. Citoesqueleto filamentoso.
    Estrutura de uma célula animal típica (clique para ampliar): 1. Nucléolo, 2. Núcleo celular, 3. Ribossomos, 4. Vesículas, 5. Ergastoplasma ou Retículo endoplasmático rugoso (RER), 6. Complexo de Golgi, 7. Microtúbulos, 8. Retículo endoplasmático liso (REL), 9. Mitocôndrias, 10. Vacúolo, 11. Citoplasma, 12. Lisossomas, 13. Centríolos
    De acordo com a organização estrutural, as células são divididas em:
    Células Procariontes
    Células Eucariontes
    Células Procariontes
    As células procariontes ou procarióticas, também chamadas de protocélulas, são muito diferentes das eucariontes. A sua principal característica é a ausência de carioteca individualizando o núcleo celular, pela ausência de alguns organelos e pelo pequeno tamanho que se acredita que se deve ao fato de não possuírem compartimentos membranosos originados por evaginação ou invaginação. Também possuem ADN na forma de um anel não-associado a proteínas (como acontece nas células eucarióticas, nas quais o ADN se dispõe em filamentos espiralados e associados à histonas).
    Estas células são desprovidas de mitocôndrias, plastídeos, complexo de Golgi, retículo endoplasmático e sobretudo cariomembrana o que faz com que o ADN fique disperso no citoplasma.
    A este grupo pertencem seres unicelulares ou coloniais:
    Bactérias
    Cianófitas (algas cianofíceas, algas azuis ou ainda Cyanobacteria)
    PPLO (“pleuro-pneumonia like organisms”)
    Células incompletas
    As bactérias dos grupos das rickettsias e das clamídias são muito pequenas, sendo denominadas células incompletas por não apresentarem capacidade de auto-duplicação independente da colaboração de outras células, isto é, só proliferarem no interior de outras células completas, sendo, portanto, parasitas intracelulares obrigatórios.
    Diferente dos vírus por apresentarem:
    conjuntamente DNA e RNA;
    parte da máquina de síntese celular necessária para reproduzirem-se;
    uma membrana semipermeável, através da qual realizam as trocas com o meio envolvente.
    Obs.: já foram encontrados vírus com DNA, adenovirus, e RNA, retrovírus, no entanto são raros os vírus que possuem DNA e RNA simultâneamente.
    Células Eucariontes
    As células eucariontes ou eucarióticas, também chamadas de eucélulas, são mais complexas que as procariontes. Possuem membrana nuclear individualizada e vários tipos de organelas. A maioria dos animais e plantas a que estamos habituados são dotados deste tipo de células.
    É altamente provável que estas células tenham surgido por um processo de aperfeiçoamento contínuo das células procariontes.
    Não é possível avaliar com precisão quanto tempo a célula “primitiva” levou para sofrer aperfeiçoamentos na sua estrutura até originar o modelo que hoje se repete na imensa maioria das células, mas é provável que tenha demorado muitos milhões de anos. Acredita-se que a célula “primitiva” tivesse sido bem pequena e para que sua fisiologia estivesse melhor adequada à relação tamanho × funcionamento era necessário que crescesse.
    Acredita-se que a membrana da célula “primitiva” tenha emitido internamente prolongamentos ou invaginações da sua superfície, os quais se multiplicaram, adquiriram complexidade crescente, conglomeraram-se ao redor do bloco inicial até o ponto de formarem a intrincada malha do retículo endoplasmático. Dali ela teria sofrido outros processos de dobramentos e originou outras estruturas intracelulares como o complexo de Golgi, vacúolos, lisossomos e outras.
    Quanto aos cloroplastos (e outros plastídeos) e mitocôndrias, atualmente há uma corrente de cientistas que acreditam que a melhor teoria que explica a existência destes orgânulos é a Teoria da Endossimbiose, segundo a qual um ser com uma célula maior possuía dentro de sí uma célula menor mas com melhores características, fornecendo um refúgio à menor e esta a capacidade de fotossintetizar ou de sintetizar proteínas com interesse para a outra.
    Nesse grupo encontram-se:
    Células Vegetais (com cloroplastos e com parede celular; normalmente, apenas, um grande vacúolo central)
    Células Animais (sem cloroplastos e sem parede celular; vários pequenos vacúolos)
    Outros componentes celulares
    Cílios e Flagelos
    Cromossomo
    Principais componentes orgânicos das células
    Água – 85%
    Proteínas – 10%
    ADN (DNA) – 0,4%
    ARN (RNA) – 0,7%
    Lípidos – 2k
    Outros compostos orgânicos – 0,4 %
    Outros compostos inorgânicos – 1,5%
    Os Vírus
    Biologia Celular
    Ciclo celular
    Divisão celular
    Mitose
    Esta pagina foi estuda em 26 de julho de 2008-07-26 Newton MG.
    André Luiz ensina que funciona na intimidade da célula uma espécie de ponto de encontro de matéria e Espírito, indicando …
    o citoplasma como fronteira avançada do ser espiritual
    e o núcleo como a presença da matéria.
    HERMINIO C. MIRANDA
    Trabalho de João Gonçalves Filho – (CÉLULA – 428)
    Acredito que as células podem nos ensinar muito não apenas sobre os mecanismos da vida, mas também como viver de maneira mais rica e completa.
    [98 - página 31]
    Glicocalix – A primeira estrutura que encontramos, sem precisar penetrar na célula, é conhecida como glicocalix. Ele pode ser comparado a uma “malha de lã”, que protege a célula das agressões físicas e químicas do meio externo. Mas também mantém um microambiente adequado ao redor de cada célula, pois retém nutrientes e enzimas importantes para a célula. O glicocalix é formado, basicamente, por carboidratos e está presente na maioria das células animais.
    Membrana Plasmática
    Citoesqueleto – Citoesqueleto é complexa rede de finos tubos interligados. Estes tubos, que são formados por uma proteína chamada tubolina, estão continuamente se formando e se desfazendo. Outros componentes do citoesqueleto são fios formados por queratina, formando os chamados filamentos intermediários. Finalmente existem os chamados microfilamentos, formados por actina.
    Suas funções são: organizar internamente, dar forma e realizar movimentos da célula.
    Retículo Endoplasmático (O labirinto intracelular) – Nossa primeira visita no citoplasma é o Retículo Endoplasmático. Ele é um sistema de tubos e canais que pode-se distinguir em 2 tipos: rugoso e liso. Mesmo sendo de diferentes tipos eles estão interligados. Este complexo sistema, é comparável à uma rede de encanamentos, onde circulam substâncias fabricadas pela célula. (Ver: Tigróides – corpúsculos de Nissl )
    Aparelho de Golgi (ou complexo de Golgi) – O aparelho de Golgi (cujo nome é uma homenagem ao cientista que o descobriu, Camillo Golgi) é um conjunto de saquinhos membranosos achatados e empilhados como pratos. E estas pilhas, denominadas dictiossomos, se encontram no citoplasma perto do núcleo. O complexo é a estrutura responsável pelo armazenamento, transformação, empacotamento e “envio” de substâncias produzidas na célula. Portanto é o responsável pela exportação da célula. É comum compará-lo a uma agência do correio, devido ambos terem funções semelhantes. Este processo de eliminação de substâncias é chamado de secreção celular. Praticamente todas as células do corpo sintetizam e exportam uma grande quantidade de proteínas que atuam fora da célula.
    Lisossomos ( Reciclando Resíduos ) – As células possuem no citoplasma, dezenas de saquinhos cheios de enzimas capazes de digerir diversas substâncias orgânicas. Com origem no complexo de golgi, os lisossomos existem em quase todas as células animais. As enzimas são produzidas no RER , depois são transferidas para o dictiossomo do complexo de golgi. Lá, são identificadas e enviadas para uma região especial do complexo e por fim serão empacotadas e liberadas como lisossomos.
    Eles são as organelas responsáveis pela digestão da célula (a chamada digestão intracelular). Num certo sentido, eles podem ser comparados a pequenos estômagos intracelulares. Além disso, os lisossomos tem a função de ajudar no processo de autofagia. Também podem ser comparados à centros de reciclagem, ou até mesmo a desmanches pois digerem partes celulares envelhecidas e desgastadas, de modo a reaproveitar as substâncias que as compõem.
    Lisossomos e a Digestão celular:
    Finalmente, O Núcleo. É ele que possui as informações genéticas. Dentro dele, esta localizado um ácido chamado DNA (ácido desoxirribonucléico). Este, formado por uma dupla hélice de nucleotídeos (formado por uma molécula de açúcar ligada a uma molécula de ácido fosfórico e uma base nitrogenada.
    O núcleo é composto por:

    uma carioteca,

    cromatina

    e nucléolos.
    A carioteca é um tipo de membrana plasmática composta por duas membranas lipoprotéicas. Essa membrana possui vários poros em sua superfície. Esses são compostos por uma complexa estrutura protéica que funciona como uma válvula que escolhe que substância deve entrar e qual deve sair.
    O nucléolo é um corpo redondo e denso, constituído por:

    proteínas,

    RNA

    e um pouco de DNA.

    É dentro do núcleo que se forma os ribossomos, presentes em toda a célula.

    Cromatina: s. f. Fisiol. Porção mais facilmente corável do núcleo celular.
    ________________________________________
    A mente de Deus cria sem cessar, e a mente humana, por sua vez, é co-criadora, preservando ou torpedeando as células da organização física, tanto quanto delicados equipamentos psíquicos. A saúde, desse modo, além de decorrer dos compromissos cármicos em pauta, resulta das ondas mentais elaboradas e mantidas. Sendo cada célula portadora de uma “consciência individual”, ela vibra ao ritmo da consciência do ser, que lhe oferece as energias que lhe dão vida ou que lhe produzem desarmonia. (Ver: Homeostase)
    JOANNA DE ÂNGELIS – Psicografado por Divaldo Pereira Franco
    Trabalho de João Gonçalves Filho – (CÉLULA – 427)

    Fixação
    As células dos órgãos e tecidos, pouco depois de morrerem, decompõem-se rapidamente. O processo de fixação destina-se a preservar as células, evitando as modificações post mortem conhecidas por autólise, e conservando, deste modo, a estrutura morfológica. Consiste basicamente na estabilização da estrutura das proteínas, por coagulação. Entre os muitos agentes fixadores que se empregam, destacam-se o álcool etílico, o ácido acético, o formol e o ácido pícrico.
    Para coloração pelo método de Shorr, as células foram fixadas com solução de álcool etílico a 90%.
    Para as demais colorações, Giemsa, Gomori-Grocott, Ziehl-Nielsen e Gram, a fixação das células se deu por secagem ao ar ambiente (Koss, 1992).
    Você provavelmente aprendeu na escola alguns conceitos básicos sobre os componentes de uma célula:
    o núcleo, que contém material genético,
    a mitocôndria, que produz energia,
    a membrana que a reveste e o citoplasma, que fica entre eles.
    Mas dentro de cada uma dessas partes aparentemente tão simples há um vasto universo. A estrutura das células envolve tecnologia tão avançada que os cientistas ainda não conseguem compreendê-la totalmente.
    [98 - página 43] – Bruce Lipton
    Ver também:
    Ação mentomagnética
    Alimento mental
    Aura humana
    Bactéria
    Bióforos
    Biogenética
    Comando mental
    Construção do destino
    Construções celulares
    Corpo físico
    Corpo mental
    DNA
    Doenças
    Eletricidade globular
    Evolução e Corpo espiritual
    Evolução e Sexo
    Excitações químicas
    Fator de fixação
    Fecundação
    Fluido cósmico
    Fluidos corporais
    Fluidoterapia
    Folhetos blastodérmicos
    Força espiritual
    Homeostase
    Impulsos da mente
    Magnetismo animal
    Magnetismo na vida humana
    Mecanismo do passe
    Medicina
    Mente e Hereditariedade
    Mente e Psicossoma
    Mitocôndrias
    Moléculas da água
    Neurônios
    Ozônio
    Pensamento
    Pensamento e Obsessão
    Primeiros habitantes
    Princípio inteligente e Hereditariedade
    Princípio vital
    Psicologia
    Sistema hemático
    Sistema linfático
    Spins e Domínios
    Vírus

    Aura humana

    Considerando-se toda célula em ação por unidade viva, qual motor microscópico, em conexão com a usina mental, é claramente compreensível que todas as agregações celulares emitam radiações e que essas radiações se articulem, através de sinergias funcionais, a se constituírem de recursos que podemos nomear por ‘tecidos de força”, em torno dos corpos que as exteriorizam.
    Todos os seres vivos, por isso, dos mais rudimentares aos mais complexos se revestem de um “halo energético” que lhes corresponde à natureza.
    No homem, contudo, semelhante projeção surge profundamente enriquecida e modificada pelos fatores do pensamento contínuo que, em se ajustando às emanações do campo celular, lhe modelam, em derredor da personalidade, o conhecido corpo vital ou duplo etéreo de algumas escolas espiritualistas, duplicata mais ou menos radiante da criatura.
    Nas reentrâncias e ligações sutis dessa túnica eletromagnética de que o homem se entraja, circula o pensamento, colorindo-a com as vibrações e imagens de que se constitui, ai exibindo, em primeira mão, as solicitações e os quadros que improvisa, antes de irradiá-los no rumo dos objetos e das metas que demanda.
    Ai temos, nessa conjugação de forças físico-químicas e mentais, a aura humana, peculiar a cada indivíduo, interpenetrando-o, ao mesmo tempo que parece emergir dele, à maneira de campo ovóide, não obstante a feição irregular em que se configura, valendo por espelho sensível em que todos os estados da alma se estampam com sinais característicos e em que todas as idéias se evidenciam, plasmando telas vivas, quando perduram em vigor e semelhança como no cinematógrafo comum.
    (Ver: Capacidade refletora do Perispírito)
    Fotosfera psíquica, entretecida em elementos dinâmicos, atende à cromática variada, segundo a onda mental que emitimos, retratando-nos todos os pensamentos em cores e imagens que nos respondem aos objetivos e escolhas, enobrecedores ou deprimentes.
    [56 - página 127]
    RESUMO
    Todas as agregações celulares emitem radiações eletromagnética.
    Todos os seres vivos se revestem de uma aura (“halo energético”) peculiar a cada indivíduo.
    Através de sinergias funcionais das células, são constituídos ‘tecidos de força” em torno dos corpos.
    Aura humana é enriquecida e modificada pelos fatores do pensamento contínuo que modelam o corpo vital ou duplo etéreo.
    Duplo etéreo ou corpo vital: duplicata mais ou menos radiante da criatura.
    A fotosfera psíquica atende à cromática variada, segundo a onda mental que emitimos.
    Aura humana: conjugação de forças físico-químicas e mentais.

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    Aura [do latim aura] – Emanação fluídica do corpo humano e dos demais corpos.
    A aura é uma radiação que cobre todo o corpo físico, através dele são evidenciadas as emanações da parte física, mental e emocional.
    É o espelho que mostra toda nossa situação espiritual.
    Quando uma pessoa está tomada de raiva, seu aura mostra emanações curtas e avermelhadas. Quando nos tomamos pelo ciúme ele adquire uma coloração roxa. Quando nossos sentimentos são puros, desprovidos de qualquer paixão carnal, ele toma uma coloração azul e se torna amplo com grande faixa de irradiação.
    Ele é dividido em três zonas distintas.:
    1)Aura Magnético (emanações do magnetismo das células do corpo físico);
    2)Radiação das Emoções do Perispírito ou Corpo Emocional;
    3)Radiações do Corpo Mental.
    Hoje, com o desenvolvimento das máquinas Kirlian de fotografia do aura, foi conseguida uma prova material aos ainda céticos.
    http://www.terraespiritual.org/espiritismo/vocabulario.html
    ________________________________________
    A aura é, portanto, a nossa plataforma onipresente em toda comunicação com as rotas alheias, antecâmara do Espírito, em todas as nossas atividades de intercâmbio com a vida que nos rodeia, através da qual:
    somos vistos e examinados pelas Inteligências Superiores,
    sentidos e reconhecidos pelos nossos afins,
    e temidos e hostilizados ou amados e auxiliados pelos irmãos que caminham em posição inferior à nossa.
    Isso porque exteriorizamos, de maneira invariável, o reflexo de nós mesmos, nos contatos de pensamento a pensamento, sem necessidade das palavras para as simpatias ou repulsões fundamentais.
    É por essa couraça vibratória, espécie de carapaça fluídica, em que cada consciência constrói o seu ninho ideal, que começaram todos os serviços da mediunidade na Terra, considerando-se a mediunidade como atributo do homem encarnado para corresponder-se com os homens liberados do corpo físico…
    [56 - página 128] Uberaba-MG, 26/3/58
    ________________________________________
    Para a percepção, registro e análise do campo magnético da aura, diversos métodos têm sido aplicados:
    Método Químico (ex.:Efluviografia);
    Método Eletrônico (ex.:Kirliangrafia);
    Método Anímico-Mediúnico (ex.:vidência – incorporação mediúnica – Psicometria )
    e Método de técnicas associadas.
    Semyon Davidovich Kirlian e Haroldo Saxton Burr – professor emérito de Anatomia, da Escola de Medicina da Universidade de Yale -, descobriram que doenças como o câncer provocam significativas alterações nos campos eletromagnéticos dos organismos vivos.
    [1 - páginas 190 / 220] [1 - página 29]

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    A aura humana mostra dinamicamente, a cada instante, diferentes variações cromáticas, refletindo os diversos estados psicofísicos do homem (sua posição intelectual, suas emoções, sua saúde física, seus temores e angústias, suas alegrias e inclinações amorosas, enfim, sua inteira realidade evolutiva)
    [1 - página 217]
    ________________________________________
    Através da aura, todo Espírito, torna-se transparente, em matéria de identidade, aos Espíritos que lhe são superiores, que sabem da intimidade das menos adiantadas.
    [1 - página 218]
    ________________________________________
    Nosso corpo espiritual, em qualquer parte, refletirá luz ou a treva, o céu ou o inferno que trazemos em nós mesmos.
    Emmanuel (Roteiro) [55 - página 22]
    ________________________________________
    Cada criatura com os sentimentos que lhe caracterizam a vida íntima emite raios específicos e vive na onda espiritual com que se identifica.
    Emmanuel – (Nos Domínios da Mediunidade) [28a - página 11 ]
    ________________________________________
    Os cientistas concluíram que a bioluminescência visível nas fotografias de Kirlian “é causada pelo bioplasma e não pelo estado elétrico do organismo.” O que leva a conjeturar que se a aura registrável por meio da Kirliangrafia pode ser semelhante ao chamado efeito corona (campo eletromagnético apresentado por todo corpo que contenha energia – visível, às vezes, e até fotografável – e entendido como produto de radiações puramente físicas) esse efeito não seria, todavia, produzido só pela energia do corpo biológico em si, mas, principalmente – como evidenciam as experiências com estruturas vivas, tiradas algumas de suas partes -, pelo dinamismo ínsito a duplo etérico, também de natureza física, sustentado, naturalmente, pelas forças fundamentais do perispírito (ou da protoestrutura psicossômica, nos reinos infra-hominais), o que representa, em si, sem dúvida, tema fascinante e desafiador, decisivo que é para o conhecimento dos princípios essenciais que regem a Vida.
    [1 - página 180]

    ________________________________________
    Haveis de convir conosco que existem fenômenos físicos, transcendentes em demasia, para que possamos examiná-los devidamente, na pauta exígua dos vossos conhecimentos atuais.
    Todavia, em se tratando de vibrações emitidas pelo Espírito encarnado, somos compelidos a reconhecer que essas vibrações ficam perenemente gravadas na memória de cada um; e a memória é uma chapa fotográfica, onde as imagens jamais se confundem. Bastará a manifestação da lembrança, para serem levadas a efeito todas as ponderações, mais tarde, no capitulo das expressões do mal e do bem.
    [41a - página 81] – Emmanuel – 1940

    Ver tándem:
    Ação mentomagnética
    Alimento mental
    Aspectos do Desprendimento Espiritual
    Capacidade refletora do Perispírito
    Células e Vontade
    Desencarnação
    Fixação mental após a morte
    Fluido espiritual
    Formas pensamento
    Halo energético – Halo vital – Halo magnético
    Psicosfera
    Psicosfera ambiental

    Ação metomagnetica

    O pensamento é uma radiação da mente espiritual, dotada de ponderabilidade e de propriedades quimioeletromagnéticas, constituída por partículas subdivisíveis, ou corpúsculos de natureza fluídica, configurando-se como matéria mental viva e plástica. Partindo da mente, que a elabora, essa radiação se difunde por todo o cosmo orgânico, primeiro através do centro coronário, espraiando-se depois pelo córtex cerebral e pelo sistema nervoso, para afinal atingir todas as células do organismo e projetar-se no exterior.
    Tal radiação mental, expedida sob a forma de ondas eletromagnéticas, constitui o fluido mentomagnético, que, integrado ao sangue e à linfa, percorre incessantemente todo o organismo psicofísico, concentrando-se nos plexos, ou centros vitais, e se exteriorizando no “halo vital”, ou aura.
    Do centro coronário, que lhe serve de sede, a mente estabelece e transmite a todo o seu cosmo vital os seus padrões de consciência e de manifestação, determinando o sentido, a forma e a direção de todas as forças orgânicas, psíquicas e físicas, que se lhe subordinam.
    Através do centro cerebral, governa então as atividades sensoriais e metabólicas, enquanto controla …
    a respiração,
    a circulação sangüínea,
    as reservas hemáticas,
    o sistema digestivo
    e as atividades genésicas, por meio, respectivamente, dos centros …
    laríngeo,
    cardíaco,
    esplênico,
    gástrico
    e genésico.

    É claro que, enquanto se demora em faixas modestas de consciência, a mente age, em tudo isso, de maneira instintiva, segundo a capacidade adquirida em miríades incontáveis de multifárias experiências, nos automatismos de repetição multimilenar, através da imensa jornada evolutiva que realizou, desde a condição de mônada fundamental, no corpo vivo das bactérias rudimentares.
    Entretanto, esse maior ou menor grau de inconsciência, em sua própria atuação, em nada diminui a efetividade da ação da mente. Apenas, à medida que ela evolve, amplia as próprias alternativas de poder, ganhando liberdade de conduta cada vez maior, por dispor de recursos de conhecimento teórico e prático cada vez mais amplos.
    É pelo fluido mentomagnético que a mente age diretamente sobre o citoplasma, onde se entrosam e se interam as forças fisiopsicossomáticas, sensibilizando e direcionando a atividade celular, no ambiente funcional especializado de cada centro vital, saturando, destarte, as diversas regiões do império orgânico, com os princípios ativos, quimioeletromagnéticos, resultantes de seu metabolismo ídeo¬emotivo…
    saudável ou conturbado,
    feliz ou infeliz.
    Cumpre notar, todavia, que o fluido mentomagnético…
    não é apenas o instrumento por excelência da ação da mente sobre o fisiopsicossoma,
    mas igualmente o veículo natural que leva de volta à mente a reação fisiopsicossomática.
    Ele está, portanto, constantemente carregado de forças mentofísicas interadas, que são a síntese viva do estado dinâmico do ser e a externação atuante de sua íntima e verdadeira realidade. (Ver: Aura humana)
    Eis por que o vemos às vezes designado por fluido animal ou fluido vital, que são, sem dúvida, formas ou modalidades pelas quais ele também se manifesta, tal como ocorre com o ectoplasma.
    O fluido mentomagnético está na base de toda a fenomenologia mediúnica e, por conseqüência, na base de todos os fenômenos de…
    sugestão,
    hipnose,
    auto-hipnose,
    obsessão
    e inspiração, por ser o elemento natural de comunicação e de trocas energéticas entre os seres vivos.
    Daí a imensa importância do passe magnético, que é operação de transfusão de poderosas energias vivas. Lembremo-nos, porém, de que cada um só pode dar do que tem e só consegue receber o que merece.
    Plasma Criador

    PLASMA CRIADOR ORIUNDO DA MENTE

    É pelo fluido mental com qualidades magnéticas de indução que o progresso se faz notavelmente acelerado.
    Pela troca dos pensamentos de cultura e beleza, em dinâmica expansão, os grandes princípios …
    da Religião e da Ciência,
    da Virtude e da Educação,
    da Indústria e da Arte descem das Esferas Sublimes e impressionam a mente do homem, traçando-lhe profunda renovação ao corpo espiritual, a refletir-se no veículo físico que, gradativamente, se acomoda a novos hábitos.
    Épocas imensas despendera o princípio inteligente para edificar os prodígios da sensação e do automatismo,
    do instinto e da inteligência rudimentar; entretanto, com a difusão do plasma criador oriundo da mente, em circuitos contínuos, consolida-se a reflexão avançada entre o Céu e a Terra, e os fluidos mentais ou pensamentos atuantes, no reino da alma, imprimem radicais transformações no veículo fisiopsicossomático, associando e desassociando civilizações numerosas para construí-las de novo, em que o homem, herdeiro da animalidade instintiva, continua, até hoje, no trabalho progressivo de sua própria elevação aos verdadeiros atributos da Humanidade.
    [56 - página 100]
    Consciência Quântica ou Consciência Crítica?

    Roberto J. M. Covolan
    O advento da Física Quântica causou e tem causado enormes transformações na vida de todos nós. Nem sempre e nem todos estamos conscientes dos modos pelos quais uma revolução científica iniciada há cem anos pode nos afetar ainda hoje, mas provavelmente já ouvimos falar de seu impacto na evolução da própria Física e de toda controvérsia gerada pelas dificuldades conceituais de interpretação dos fenômenos quânticos [1]. Seus efeitos, porém, se estenderam para além da Física,
    com desdobramentos importantes na Química, com a teoria de orbitais quânticos e suas implicações para as ligações químicas,
    e na Biologia, com a descoberta da estrutura do DNA e a inauguração da genética molecular, apenas para citar dois exemplos.
    Mesmo conscientes disso tudo, estaríamos preparados para mais essa: para a possibilidade de que a própria consciência[2] possa operar com base em princípios ou efeitos quânticos? Pois é o que andam conjecturando algumas das mentes mais brilhantes de nosso tempo… e alguns franco-atiradores também. A descoberta do mundo quântico, que tanto impacto teve nas ciências e tecnologias, ameaça agora envolver o “etéreo” universo da psique.
    É preciso dizer desde logo que, na verdade, essa história não é assim tão nova. Desde o início de sua formulação, a Física Quântica apresentou uma dificuldade essencial: a necessidade de se atribuir um papel fundamental para a figura do observador (aquele que está realizando um experimento quântico). Isso decorre do fato da teoria quântica ser de caráter não determinístico, ou seja, trata-se de uma teoria para a qual a fixação do estado inicial de um sistema quântico (um átomo, por exemplo) não é suficiente para determinar com certeza qual será o resultado de uma medida efetuada posteriormente sobre esse mesmo sistema. Pode-se, contudo, determinar a probabilidade de que tal ou qual resultado venha a ocorrer. Mas, quem define o que estará sendo medido e tomará ciência de qual resultado se obtém-se com uma determinada medida é o observador. Com isso, nas palavras de E. P. Wigner, “foi necessária a consciência para completar a mecânica quântica”.
    [1] Atenção: o que se discutem são as interpretações, os fatos quânticos estão fora de qualquer disputa.
    [2] Obviamente, palavra “consciência” é empregada aqui no sentido neuropsicológico, não no sentido moral.
    A Teoria das Supercordas e a Dimensão Psi

    (A Física Quântica em Busca da Partícula Divina)
    ________________________________________
    Teoria que vem ao encontro da existência de uma “partícula divina consciencial” no final da escala das partículas subatômicas, é a teoria das supercordas. Essa teoria foi melhorada e é defendida por um dos físicos teóricos mais respeitados da atualidade Edward Witten, professor do Institute for Advanced Study em Princeton, EUA.
    De maneira bastante simples e resumida, a teoria das supercordas postula que os quarks, mais ínfima partícula subatômica conhecida até o momento, estariam formados por “supercordas” que, de acordo com sua vibração, dariam a “tonalidade” específica ao núcleo atômico a que pertencem, dando assim as qualidades físico-químicas da partícula em questão.
    Querer imaginá-las é como tentar conceber um ponto matemático: é impossível, por enquanto. Além disso, são inimaginavelmente pequenas. Para termos uma idéia:
    o planeta Terra é dez a vinte ordens grandeza menor do que o universo,
    e o núcleo atômico é dez a vinte ordens de grandeza menor do que a Terra.
    Pois bem, uma supercorda é dez a vinte ordens menor do que o núcleo atômico.
    Em O Livro dos Espíritos, item 30: A matéria é formada de um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva.
    Ou seja, é a vibração dessas infinitesimais “cordinhas” que seria responsável pelas características do átomo a que pertencem. Conforme vibrem essas “cordinhas” dariam origem a um átomo de hidrogênio, hélio e assim por diante, que por sua vez, agregados em moléculas, dão origem a compostos específicos e cada vez mais complexos, levando-nos a pelo menos 11 dimensões.
    Em O Livro dos Espíritos, item 79: Pois que há dois elementos gerais no Universo:
    o elemento inteligente
    e o elemento material.
    Poder-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do elemento material.
    Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente,
    como os corpos são a individualização do princípio material.
    Em O Livro dos Espíritos, item 64: Vimos que o Espírito e a matéria são dois elementos constitutivos do Universo. O princípio vital é um terceiro e um dos elementos necessários à constituição do Universo, mas que também tem sua origem na matéria universal modificada. É, para vós, um elemento, como o oxigênio e o hidrogênio, que, entretanto, não são elementos primitivos, pois que tudo isso deriva de um só princípio.
    Essa teoria traz a ilação de que tal tonalidade vibratória fundamentada, é dada por algo ou alguém, de onde abstraímos a “consciência” como fator propulsor dessas cordas quânticas. Assim sendo, isso ainda mais nos faz pensar numa unidade consciencial vibrando a partir de cada objeto, de cada ser.
    Ver: Evolução e Corpo Espiritual
    Complementa Kardec em O Livro dos Espíritos:
    item 615:. A lei de Deus é eterna e imutável como o próprio Deus.
    item 615:. A lei de Deus está escrita na consciência.
    Seguindo esta teoria e embarcando na idéia lançada por André Luiz em Evolução em Dois Mundos, onde somos co-criadores dessa consciência universal, e cada vez mais responsáveis por gerir o estado vibracional das nossas próprias “cordinhas” – a chamada dimensão PSI por vários investigadores espíritas -, à medida que delas nos conscientizemos, chegaremos a harmonia perfeita quando realmente entrarmos em sintonia com a consciência geradora que está em nós, e também no todo, vulgarmente conhecida por Deus, ou como alguns físicos teóricos sustentam “O Supremo Agente Estruturador”.
    Em O Livro dos Espíritos, item 5: A dedução que se pode tirar do sentimento instintivo, é que todos os homens trazem em si, da existência de Deus, é a de que Deus existe; pois, donde lhes viria esse sentimento, se não tivesse uma base ? É ainda uma conseqüência do princípio – não há efeito sem causa.
    Em O Livro dos Espíritos, item 7: Poder-se-ia achar nas propriedades íntimas da matéria a causa primária da formação das coisas.
    Interpretemos Allan Kardec em A Gênese – Cap. II – A Providência 20: A providência é a solicitude de Deus para com as suas criaturas. Ele está em toda parte, tudo vê, a tudo preside, mesmo às coisas mais mínimas. É nisto que consiste a ação providencial.
    «Como pode Deus, tão grande, tão poderoso, tão superior a tudo, imiscuir-se em pormenores ínfimos, preocupar-se com os menores atos e os menores pensamentos de cada indivíduo ?»
    Esta a interrogação que a si mesmo dirige o incrédulo, concluindo por dizer que, admitida a existência de Deus, só se pode admitir, quanto à sua ação, que ela se exerça sobre as leis gerais do Universo; que este funcione de toda a eternidade em virtude dessas leis, às quais toda criatura se acha submetida na esfera de suas atividades, sem que haja mister a intervenção incessante da Providência.
    Esta consciência única do raciocínio quântico, transforma-se em dois elementos: um objetivo e outro subjetivo. O subjetivo chamamos de ser quântico, universal, indivisível. A individualização desse ser é conseqüência de um condicionamento. Esse ser quântico é a maneira como pensamos em Deus, que é o ser criador dentro de nós.
    Voltemos ao gênio de Lyon em A Gênese – Cap. II – A Providência, 34: Sendo Deus a essência divina por excelência, unicamente os Espíritos que atingiram o mais alto grau de desmaterialização o podem perceber. Pelo fato de não o verem, não se segue que os Espíritos imperfeitos estejam mais distantes dele do que os outros; esses Espíritos, como os demais, como todos os seres da Natureza, se encontram mergulhados no fluido divino, do mesmo modo que nós o estamos na luz.
    Geralmente, nós interpretamos Deus como algo unicamente externo. Pensamos em Deus como um ser separado de nós. Isso é a causa dos conflitos. Se Deus também está dentro de nós, podemos mudar por nossa própria vontade. Mas se acreditamos que Deus está exclusivamente do lado de fora, então supomos que só Ele pode nos mudar e não nos transformamos pela nossa própria vontade. Não podemos excluir a nossa vontade, dizendo que tudo ocorre pela vontade de Deus. Temos de reconhecer o deus que há em nós, como afirmou o Doce Amigo há 2000 anos. Então seremos livres.
    Allan Kardec atesta In A Gênese – Cap. II – A Providência, 24: (…) Achamo-nos então, constantemente, em presença da Divindade; nenhuma das nossas ações lhe podemos subtrair ao olhar; o nosso pensamento está em contacto ininterrupto com o seu pensamento, havendo, pois, razão para dizer-se que Deus vê os mais profundos refolhos do nosso coração. Estamos nele, como ele está em nós, segundo a palavra do Cristo.
    Para estender a sua solicitude a todas as criaturas, não precisa Deus lançar o olhar do Alto da imensidade. As nossas preces, para que ele as ouça, não precisam transpor o espaço, nem ser ditas com voz retumbante, pois que, estando de contínuo ao nosso lado, os nossos pensamentos repercutem nele.
    http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/a-fisica-quantica.html
    Luís de Almeida – Dirigente do Centro Espírita Caridade por Amor, da cidade do Porto, com pagina na Internet
    A Natureza da Alma

    A divergência de opiniões sobre a natureza da alma provém da aplicação particular que cada um dá a esse termo.
    Segundo uns, a alma é o princípio da vida material orgânica. Não tem existência própria e se aniquila com a vida: é o materialismo puro.
    Pensam outros que a alma é o princípio da inteligência, agente universal do qual cada ser absorve certa porção. Segundo esses, não haveria em todo o Universo senão uma só alma a distribuir centelhas pelos diversos seres inteligentes durante a vida destes, voltando cada centelha, mortos os seres, à fonte comum, a se confundir com o todo, como os regatos e os rios voltam ao mar, donde saíram. Essa opinião difere da precedente em que, nesta hipótese, não há em nós somente matéria, subsistindo alguma coisa após a morte. Mas é quase como se nada subsistisse, porquanto, destituídos de individualidade, não mais teríamos consciência de nós mesmos. Dentro desta opinião, a alma universal seria Deus, e cada ser um fragmento da divindade. Simples variante do panteísmo.
    Segundo outros, finalmente, a alma é um ser moral, distinto, independente da matéria e que conserva sua individualidade após a morte. Esta acepção é, sem contradita, a mais geral, porque, debaixo de um nome ou de outro, a idéia desse ser que sobrevive ao corpo se encontra, no estado de crença instintiva, não derivada de ensino, entre todos os povos, qualquer que seja o grau de civilização de cada um. Essa doutrina, segundo a qual a alma é causa e não efeito, é a dos espiritualistas.
    [9a - Introdução II página 14]
    ________________________________________
    Espíritos, que podemos considerar adiantados, ainda não conseguiram sondar a natureza da alma. Como poderíamos nós fazê-lo? É, portanto, perder tempo querer perscrutar o principio das coisas que, como foi dito em O Livro dos Espíritos (ns. 17 e 49), está nos segredos de Deus. Pretender esquadrinhar, com o auxílio do Espiritismo, o que escapa à alçada da humanidade, é desviá-lo do seu verdadeiro objetivo.
    Aplique o homem o Espiritismo em aperfeiçoar-se moralmente, eis o essencial. O mais não passa de curiosidade estéril e muitas vezes orgulhosa, cuja satisfação não o faria adiantar um passo. O único meio de nos adiantarmos consiste em nos tornarmos melhores.
    [17b - página 71 item 51]
    SISTEMA LEIBNITZ

    Segundo Leihnitz, a força é a essência de todos os seres, seja alma ou matéria. O Universo inteiro, corpos e almas, é formado de mônadas ou últimas divisões dos átomos, homogêneas em essência, mas pelo Criador dotados de certas faculdades, desenvolvidas em graus infinitamente diversos. Assim, as alterações que a mônada sofre, são unicamente as evoluções graduais e sucessivas de suas próprias faculdades íntimas. Compondo-se cada môna

    • vai a litaurica e teras algunhas repostas serias

  4. Compondo-se cada mônada de corpo e alma, mas sendo em si mesma de uma essência simples e indestrutível, o mundo material, mesmo em sua parte inorgânica, é por toda a parte animado. Desse modo, a matéria é apenas uma expressão da força, e a força é o modo de agir de tudo o que existe e a única coisa persistente. As formas materiais não têm estabilidade. Um organismo é uma forma temporária donde continuamente emanam partículas. Ele se assemelha à chama de uma lâmpada, incessantemente alimentada e incessantemente consumida. Só é persistente aquilo que se esconde sob todas as existências fenomenais. A matéria, como a conhecemos, é incapaz de agir por si mesma; é preciso que se atue sobre ela; mas essa energia intima e capaz de produzir todas as formas é hoje a mesma que foi ontem. Á matéria passa indiferentemente de um a outro molde, não retendo caráter algum de individualidade. Só o Espírito pode agir, e a matéria é a resultante desse ato. (Ver: Passe)
    Assim, no sistema de Leibnitz, o substancial não pertence aos órgãos, mas aos seus elementos originais. A matéria, no sentido vulgar, isto é, uma coisa sem alma, não existe. A morte não existe; e aquilo a que damos esse nome nao é mais que a perda sofrida pela alma de parte das mônadas, que constituem o mecanismo de seu corpo terreno, dos elementos vividos que voltam a uma condição semelhante àquela em que se achavam, antes de entrarem no cenário do mundo. Assim, a imortalidade do indivíduo é certa. Prestando um corpo à mônada, Leibnitz afasta-se da concepção tradicional da corporeidade. O corpo da mônada não é um corpo no sentido ordinário da palavra, mas uma força. Desse modo, nada realmente morre: tudo existe e sòmente se transforma. Deus não o Deus dos mortos, mas dos vivos. Ele é a Mônada Primitiva, a Primitiva Substância; todas as outras mônadas são fulgurações d’Ele.
    Serão imortais as almas dos animais ínfimos? Sim; elas têm sensações e memória. Cada alma é uma mônada, pois o poder que cada uma possui, de agir sobre si mesma, prova a sua substancialidade, e todas as substâncias são mônadas. Aquilo que se nos apresenta como um corpo, é real e substancialmente um agregado de muitas mônadas; a materialidade, pela qual elas se exprimem, sendo apenas um fenômeno transitório, é sòmente por causa da confusão de nossas percepções sensoriais que essa pluralidade se nos mostra como um todo contínuo. As plantas e os minerais são, como tais, mônadas adormecidas com idéias inconscientes; nas plantas, essas idéias são as conformadoras forças vitais.
    “Fico atônito, diz Leibnitz, pensando na natureza da alma humana, de cujos poderes e capacidades não temos uma concepção precisa.” Há muita coisa no Espiritismo que se harmoniza com as suas vistas. A idéia fundamental do seu sistema filosófico, e que a concepeção espiritual ou teólogo-teleológica do mundo não deveria excluir a concepção físico-mecânica, porém estar unida a esta. Assim, ele parece ter prevenido a pretensão da pseudo-ciéncia, representada por Haeckel, Huxley, Clifford e outros, de encontrarem na matéria e no mecanismo uma explicação de todos os fenômenos mentais. Ele diz que os fenômenos especiais podem e devem ser explicados mecânicamente, mas que não devemos perder de vista os fins que a Providência pode cumprir empregando esses meios mecânicos; que mesmo os princípios da Física e da Mecânica estão sujeitos à direção de uma Inteligência suprema, e só podem ser explicados, quando não se põe de lado essa inteligência.
    • Deleite-se com a nossa bela Terra
    • Nosso inigualável sistema solar—como surgiu?
    • Um presente eterno do Criador
    Assuntos relacionados:
    • Será que a ciência contradiz o relato de Gênesis?
    • Existe um Criador?
    NOSSO INIGUALÁVEL
    SISTEMA SOLAR
    COMO SURGIU?
    MUITOS fatores se combinam para tornar inigualável a nossa localização no Universo. O nosso sistema solar fica entre dois dos braços espirais da Via-Láctea, numa região de relativamente poucas estrelas. Quase todas as estrelas que vemos à noite estão tão distantes de nós que, mesmo quando são vistas por meio dos maiores telescópios, continuam meros pontinhos de luz. É assim que tinha de ser?
    Se o nosso sistema solar ficasse perto do centro da Via-Láctea, sofreríamos os maus efeitos de estar no meio de uma grande concentração de estrelas. É provável que a órbita da Terra, por exemplo, ficasse desordenada, afetando de modo drástico a vida humana. Pelo visto, o sistema solar está exatamente no lugar certo na galáxia para evitar esse e outros perigos, como o superaquecimento ao cruzar nuvens de gás ou ficar exposto à explosão de estrelas e a outras fontes de radiação mortífera.
    O Sol é um tipo de estrela ideal para as nossas necessidades. Sua combustão é constante, ele tem vida longa e não é nem grande nem quente demais. A vasta maioria das estrelas da nossa galáxia são bem menores do que o Sol e não fornecem o tipo apropriado de luz nem a quantidade correta de calor para sustentar a vida num planeta como a Terra. Além disso, a maioria das estrelas estão gravitacionalmente ligadas a uma ou a mais estrelas e giram em torno umas das outras. O Sol, por outro lado, é independente. Seria muito difícil o nosso sistema solar permanecer estável se sofresse a influência da força gravitacional de dois ou mais sóis.
    Outra particularidade do nosso sistema solar é a localização dos planetas exteriores gigantes, que têm órbitas quase circulares e não constituem ameaça gravitacional para os planetas interiores do tipo terrestre.* Em vez disso, os planetas exteriores executam a função protetora de absorver e desviar objetos perigosos. “Não somos atingidos por uma excessiva quantidade de asteróides e cometas graças à presença, nas imediações, de planetas de gás gigantes, tais como Júpiter”, explicam os cientistas Peter D. Ward e Donald Brownlee no seu livro Rare Earth—Why Complex Life Is Uncommon in the Universe (Excepcional Terra — Por Que a Vida Complexa É Incomum no Universo). Já foram descobertos outros sistemas solares com planetas gigantes. Mas a maioria desses gigantes tem órbitas que seriam perigosas para planetas menores do tipo terrestre.
    O papel da Lua
    Desde a antiguidade, a Lua fascina a humanidade. Ela tem inspirado poetas e músicos. Por exemplo, um antigo poeta hebreu referiu-se à Lua como estando ‘firmemente estabelecida por tempo indefinido e como fiel testemunha no céu nublado’. — Salmo 89:37.
    Um importante fator da influência da Lua sobre a Terra é sua força gravitacional, que provoca o fluxo das marés. Acredita-se que o movimento das marés seja fundamental para as correntes marítimas, que, por sua vez, são vitais para os nossos padrões climáticos.
    A massa da Lua é suficientemente grande para estabilizar a inclinação do eixo da Terra

    Outra função básica da Lua é estabilizar, por meio de sua força gravitacional, o eixo da Terra com respeito ao plano de órbita da Terra em volta do Sol. Segundo a revista científica Nature, sem a Lua, a inclinação do eixo da Terra oscilaria “de 0 [graus] a 85 [graus]” por longos períodos. Imagine se o eixo da Terra não fosse inclinado! Não teríamos a agradável mudança de estações e sofreríamos com a falta de chuva. A inclinação da Terra também evita que as temperaturas fiquem tão extremas a ponto de impossibilitar a nossa sobrevivência. “Devemos a nossa atual estabilidade climática a uma circunstância excepcional: a presença da Lua”, conclui o astrônomo Jacques Laskar. Para cumprir seu papel estabilizador, a Lua é grande — relativamente maior do que as luas dos planetas gigantes.De acordo com o escritor do antigo livro de Gênesis, ainda outra função do satélite natural da Terra, a Lua, é servir de luz noturna. — Gênesis 1:16.

    ESTUDANDO TAMBÉM A ASTRONOMIA
    Se o Sol se localizasse em outra parte de nossa galáxia, não teríamos uma vista tão boa das estrelas. “Nosso Sistema Solar”, explica o livro The Privileged Planet (O Planeta Privilegiado), “se localiza . . . longe das regiões ‘poeirentas’ e excessivamente iluminadas, permitindo uma excelente visão geral tanto das estrelas próximas como do distante Universo”.
    Além disso, o tamanho da Lua e sua distância da Terra são exatamente apropriados para que a Lua cubra o Sol durante um eclipse solar. Esses raros e admiráveis eventos permitem que os astrônomos estudem o Sol. Com tais estudos, eles puderam desvendar muitos segredos sobre a origem do brilho das estrelas.

    A caso ou planejamento?
    Como explicar a conjunção de múltiplos fatores que tornam a vida na Terra não apenas possível, mas também agradável? Parece haver apenas duas alternativas. A primeira é que todas essas realidades resultaram do mero acaso. A segunda é que existe algum objetivo inteligente por trás disso.
    Há milhares de anos, as Escrituras Sagradas declararam que o nosso Universo fora concebido e feito por um Criador — o Deus Todo-Poderoso. Se for assim, isso significa que as condições existentes no nosso sistema solar são produto, não do acaso, mas de um projeto intencional. O Criador nos deixou um relatório, por assim dizer, dos passos que ele deu para tornar possível a vida na Terra. Talvez se surpreenda de saber que os eventos na história do Universo descritos nesse relatório, embora ele tenha sido feito uns 3.500 anos atrás, correspondem basicamente ao que os cientistas acreditam que deve ter ocorrido. Esse relatório está no livro bíblico de Gênesis. Veja o que ele diz.
    O relato de Gênesis sobre a criação
    “No princípio Deus criou os céus e a terra.” (Gênesis 1:1) Essas palavras iniciais da Bíblia se referem à criação de nosso sistema solar, incluindo o nosso planeta, bem como à criação das estrelas nos bilhões de galáxias que compõem o Universo. Segundo a Bíblia, houve tempo em que a superfície da Terra estava “sem forma e vazia”. Não havia continentes nem solo produtivo. Mas as palavras seguintes destacam o que, de acordo com os cientistas, é o requisito vital para um planeta poder sustentar a vida: a abundância de água. O espírito de Deus “movia-se por cima da superfície das águas”. — Gênesis 1:2.
    Para que a água de superfície permaneça líquida, o planeta tem de estar na distância exata de seu sol. “Marte é frio demais, Vênus é quente demais; a Terra está no ponto ideal”, explica o cientista planetário Andrew Ingersoll. Além disso, para que a vegetação cresça, é preciso haver luz suficiente. É significativo que, segundo o relato bíblico, durante um período criativo anterior, Deus tenha feito com que a luz do Sol penetrasse nas escuras nuvens de vapor de água que envolviam o oceano como “faixas” ao redor de um bebê. — Jó 38:4, 9; Gênesis 1:3-5.
    Nos versículos seguintes de Gênesis, lemos que o Criador produziu o que a Bíblia chama de “expansão”. (Gênesis 1:6-8) Ela é composta de gases que formam a atmosfera da Terra.
    A seguir, a Bíblia explica que Deus mudou a superfície sem forma da Terra para criar o solo seco. (Gênesis 1:9, 10) Pelo visto, ele fez com que a crosta da Terra envergasse e se movesse. Com isso, talvez se tenham formado profundas depressões e continentes emergiram do oceano. — Salmo 104:6-8.
    Num período não especificado no passado da Terra, Deus criou algas microscópicas nos oceanos. Usando energia solar, esses organismos unicelulares que se auto-reproduzem passaram a converter dióxido de carbono em alimentos, ao mesmo tempo em que liberavam oxigênio na atmosfera. Esse processo maravilhoso foi acelerado durante um terceiro período criativo pela criação de vegetação que, por fim, cobriu o solo. Com isso aumentou a quantidade de oxigênio na atmosfera, possibilitando que homens e animais sustentassem a vida pela respiração. — Gênesis 1:11, 12.
    A fim de tornar produtivo o solo, o Criador produziu uma variedade de microorganismos para viverem nele. (Jeremias 51:15) Essas criaturas minúsculas decompõem a matéria morta, reciclando elementos que as plantas utilizam para crescer. Tipos especiais de bactérias de solo capturam nitrogênio do ar e disponibilizam esse elemento vital para o crescimento das plantas. Um punhado de solo fértil pode conter espantosos seis bilhões de microorganismos!
    Gênesis 1:14-19 descreve a formação do Sol, da Lua e das estrelas num quarto período criativo. À primeira vista, isso talvez pareça contradizer a explicação bíblica já mencionada. Lembre-se, porém, que Moisés, o escritor de Gênesis, fez o relato da criação do ponto de vista de um observador terrestre que estivesse presente na ocasião. Evidentemente, o Sol, a Lua e as estrelas se tornaram visíveis através da atmosfera da Terra nesse período.
    No relato de Gênesis, o surgimento de criaturas marinhas foi no quinto período criativo, e o dos animais terrestres e do homem, no sexto período. — Gênesis 1:20-31.
    “Se eu, como geólogo, tivesse de explicar concisamente nossas idéias modernas sobre a origem da Terra e o desenvolvimento da vida sobre ela a um povo simples, pastoril, tal como o das tribos a quem foi dirigido o Livro de Gênesis, dificilmente poderia fazê-lo melhor do que seguir bem de perto grande parte da linguagem do primeiro capítulo de Gênesis.”
    Existe Vida em Outros Pontos do Universo?
    Renato Sabbatini, neurocientista e
    presidente da Sociedade Brasileira de Céticos e Racionalistas

    Em um polêmico livro publicado em 2000 (Rare Earth, Springer), dois autores americanos, o paleontólogo Peter Ward e o astrônomo Donald Brownlee, autores da frase acima, propuseram a idéia de que seria praticamente zero a possibilidade de existir vida inteligente semelhante a do ser humano. Em outras palavras, podemos estar sozinhos no Universo.

    Veja bem, caro leitor, a polêmica não é se existiria qualquer tipo de vida em outros pontos do universo além da Terra. A maioria dos cientistas concorda que há uma possibilidade extremamente alta de que ela exista, e veremos abaixo a argumentação a favor disso. A polêmica mais violenta, e que se arrasta desde a época de Giordano Bruno, é se poderiam existir seres vivos dotados de inteligência, ou seja, alguém parecido conosco, humanos.

    O argumento de Ward e Brownlee parece reforçar o que muitos religiosos afirmam desde a Idade Média, ou seja, que o ser humano seria uma criação única de Deus, feito à sua imagem e semelhança, e que não existiria em nenhum outro lugar do Universo. Devido a este dogma, a Terra foi colocada no seu centro, e as esferas celestes foram consideradas desabitadas, com exceção dos anjos e das almas boas que tinham merecido a redenção do Céu.

    Por ter afirmado (entre outras heresias religiosas para a época), que existiria um número infinito de mundos, e, portanto, de outras raças inteligentes à imagem de Deus, o frade italiano Giordano Bruno foi queimado vivo pela Inquisição, por ter desafiado as imposições do “conhecimento” oficial da Igreja Católica. Antes de morrer, o rebelde Bruno declarou aos juízes: “Talvez o seu medo em me passar esse julgamento seja maior do que o meu de recebê-lo”, Uma ótima frase de despedida, e até hoje ela resume bem o que existe por trás da intolerância e do dogma: simplesmente o medo.

    Posteriormente, com o desenvolvimento e popularização da astronomia, ficamos sabendo que os planetas são outros mundos como o nosso, e que eles poderiam teoricamente ter vida (embora até hoje nada tenha sido achado). Nos séculos seguintes a Humanidade tomou conhecimento, chocada, que o Sol é apenas uma estrela dentre as mais de 100 bilhões da Via Láctea, e que esta, por sua vez, é uma galáxia de tamanho médio entre possivelmente alguns trilhões de outras galáxias dispersas em um espaço inimaginavelmente grande.

    Mais recentemente, usando novas técnicas, os astrônomos foram capazes de detectar a existência de centenas de novos planetas em outros sistemas estelares. Quase todos, por serem gigantes, são semelhantes a Júpiter e outros planetas gasosos, incapazes de abrigar qualquer tipo de vida. Entretanto, em abril de 2007 foi descoberto pela primeira vez um planeta, a cerca de 20 anos-luz da Terra, que parece ter água em estado líquido e uma temperatura entre 0 e 40 graus Celsius, sendo capaz, portanto, de abrigar formas de vida semelhantes às encontradas por aqui.

    Fazendo algumas contas simples, cientistas como Frank Drake e Carl Sagan (autores de uma famosa equação desenvolvida em 1961 que procurou calcular objetivamente essa probabilidade) logo chegaram à conclusão que, entre os trilhões de trilhões de planetas possíveis, seria uma impossibilidade matemática que em alguns deles, não se tivesse desenvolvido vida, e, especialmente, vida inteligente. Os parâmetros da tal equação podem ser chutados à vontade, então ela é bem pouco confiável, mas uma estimativa bastante pessimista deu, mesmo assim, um resultado de pelo menos 10 civilizações extraterrestres na nossa galáxia.

    As espécies vivas evoluíram, em alguns bilhões de anos, a partir de organismos extremamente simples, como bactérias, algas ou protozoários unicelulares, adaptados às condições físicas da Terra. As células, por sua vez, parecem ter tido sua origem em aglomerados moleculares orgânicos, mas não vivos, compostos de carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e outros átomos, que existem em grande quantidade por toda parte no Universo, inclusive na poeira inter-estelar. Esses átomos mais pesados foram gerados na fornalha nuclear dentro das estrelas, a partir do hidrogênio, e se espalharam pelo espaço sideral quando essas estrelas explodiram ao final de sua vida (novas e super-novas).

    O Sol também terá esse destino um dia, e as moléculas que fazem partes dos nossos corpos, que são restos dessas explosões, serão novamente misturadas e dispersadas, para, talvez, daqui algumas centenas de bilhões de anos, formarem outros seres vivos!

    Com a exceção de teorias já ultrapassadas, como a do vitalismo, a ciência moderna não parece colocar obstáculos intransponíveis à possibilidade de repetição desta cadeia de eventos em outros planetas, como o que foi descoberto em outra estrela. Portanto não existiria nada de único ou peculiar à Terra. Isso, sem falar em muitíssimas outras formas diferentes de vida, utilizando outros átomos e outros níveis de energia totalmente distintos da vida típica de nosso planeta ou sistema solar. A abundância relativa de carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, água, e outros elementos, pode variar conforme o sistema estelar. Então isso aumenta mais ainda a probabilidade de vida(s).

    Afirmar que a vida fora da Terra (e também a vida inteligente) é impossível, é uma clara violação de um princípio fundamental do método científico, que é o seguinte: não podemos nunca fazer ou deixar de fazer uma suposição ou hipótese científica, se não existirem meios de comprovar que ela é falsa. Esse princípio foi proposto pelo grande filósofo Karl Popper, e se denomina “falsificabilidade”. Ora, como existem galáxias, estrelas e planetas que estão uma distância tão grande de nós, que nunca será possível saber o que elas contém, não podemos afirmar que a vida não existe no Universo.

    Não podemos sequer fazer afirmações de natureza probabilística, ou seja, que a vida seria extremamente rara, pois mal temos acesso visual aos planetas que nos cercam, quanto mais a estrelas próximas ao Sol, que têm aproximadamente a mesma idade, tamanho e localização relativa no ambiente galáctico.
    Embora estrelas como o Sol sejam realmente relativamente raras (menos de 5% em nossa galáxia), e que planetas na exata posição da Terra e com o mesmo tamanho sejam mais raros ainda (pouco menos de 10% na mesma posição, e 30% com o mesmo tamanho aproximado), ainda sobrariam trilhões de planetas muito semelhantes à Terra, com a mesma idade, etc. Seria bizarro imaginar que nenhum deles conta com vida…

    Se o leitor quiser ler um livro que apresenta argumentos exatamente contrários ao de Ward e Brownlee, recomendo “Probability 1, Why There Must Be Intelligent Life in the Universe”, por Amir D. Aczel (Harcourt Brace, 1998).

    Carl Sagan, entre outros, acreditava fortemente que existe uma possibilidade muito grande de existir vida inteligente em outros pontos do Universo, a tal ponto que foi o inspirador do programa SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), que dá origem ao tema do livro. Este programa (ainda em andamento, com uma verba relativamente pequena) consiste em usar as poderosas antenas parabólicas utilizadas na pesquisa radioastronômica (detecção, localização e estudo de fontes de radiação eletromagnética não luminosa emitida naturalmente pelas estrelas) para “ouvir” o cosmos e tentar detectar padrões de emissão que pudessem ser atribuídos a alguma fonte artificial e inteligente.

    Sagan argumentou muito bem que as emissões de rádio oriundas de nosso planeta, que começaram por volta de 1910, e cresceram muito nas décadas sucessivas, poderiam estar sendo captadas por civilizações extraterrestres, que deduziriam, então, a sua natureza tecnológica. Considerando que as estrelas mais próximas onde poderia haver vida inteligente estão a cerca de 20 anos-luz da Terra, “eles” (se existem) já estariam sabendo da nossa existência. Aliás, esse é um dos argumentos freqüentemente usados pelos ufólogos para justificar o súbito aparecimento de casos de discos-voadores na década dos 40s.

    Na realidade, até agora, o SETI não foi capaz de detectar nada que possibilitasse uma interpretação nesse sentido. Sagan, entretanto, sempre afirmou que isso poderia levar um século ou mais, antes que ocorresse algum resultado positivo, e que não deveríamos desistir depois de poucos anos. O seu livro de ficção, “Contatos”, parte justamente do ponto em que o SETI detecta, de forma indubitável, um padrão de emissão artificial que somente poderia ser gerado por uma tecnologia avançada. E ele soluciona de forma brilhante e altamente verossímil as circunstâncias sociais, políticas e científicas que poderiam ocorrer.

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    Existe Vida em Outros Pontos do Universo?
    Renato Sabbatini, neurocientista e
    presidente da Sociedade Brasileira de Céticos e Racionalistas

    Em um polêmico livro publicado em 2000 (Rare Earth, Springer), dois autores americanos, o paleontólogo Peter Ward e o astrônomo Donald Brownlee, autores da frase acima, propuseram a idéia de que seria praticamente zero a possibilidade de existir vida inteligente semelhante a do ser humano. Em outras palavras, podemos estar sozinhos no Universo.

    Veja bem, caro leitor, a polêmica não é se existiria qualquer tipo de vida em outros pontos do universo além da Terra. A maioria dos cientistas concorda que há uma possibilidade extremamente alta de que ela exista, e veremos abaixo a argumentação a favor disso. A polêmica mais violenta, e que se arrasta desde a época de Giordano Bruno, é se poderiam existir seres vivos dotados de inteligência, ou seja, alguém parecido conosco, humanos.

    O argumento de Ward e Brownlee parece reforçar o que muitos religiosos afirmam desde a Idade Média, ou seja, que o ser humano seria uma criação única de Deus, feito à sua imagem e semelhança, e que não existiria em nenhum outro lugar do Universo. Devido a este dogma, a Terra foi colocada no seu centro, e as esferas celestes foram consideradas desabitadas, com exceção dos anjos e das almas boas que tinham merecido a redenção do Céu.

    Por ter afirmado (entre outras heresias religiosas para a época), que existiria um número infinito de mundos, e, portanto, de outras raças inteligentes à imagem de Deus, o frade italiano Giordano Bruno foi queimado vivo pela Inquisição, por ter desafiado as imposições do “conhecimento” oficial da Igreja Católica. Antes de morrer, o rebelde Bruno declarou aos juízes: “Talvez o seu medo em me passar esse julgamento seja maior do que o meu de recebê-lo”, Uma ótima frase de despedida, e até hoje ela resume bem o que existe por trás da intolerância e do dogma: simplesmente o medo.

    Posteriormente, com o desenvolvimento e popularização da astronomia, ficamos sabendo que os planetas são outros mundos como o nosso, e que eles poderiam teoricamente ter vida (embora até hoje nada tenha sido achado). Nos séculos seguintes a Humanidade tomou conhecimento, chocada, que o Sol é apenas uma estrela dentre as mais de 100 bilhões da Via Láctea, e que esta, por sua vez, é uma galáxia de tamanho médio entre possivelmente alguns trilhões de outras galáxias dispersas em um espaço inimaginavelmente grande.

    Mais recentemente, usando novas técnicas, os astrônomos foram capazes de detectar a existência de centenas de novos planetas em outros sistemas estelares. Quase todos, por serem gigantes, são semelhantes a Júpiter e outros planetas gasosos, incapazes de abrigar qualquer tipo de vida. Entretanto, em abril de 2007 foi descoberto pela primeira vez um planeta, a cerca de 20 anos-luz da Terra, que parece ter água em estado líquido e uma temperatura entre 0 e 40 graus Celsius, sendo capaz, portanto, de abrigar formas de vida semelhantes às encontradas por aqui.

    Fazendo algumas contas simples, cientistas como Frank Drake e Carl Sagan (autores de uma famosa equação desenvolvida em 1961 que procurou calcular objetivamente essa probabilidade) logo chegaram à conclusão que, entre os trilhões de trilhões de planetas possíveis, seria uma impossibilidade matemática que em alguns deles, não se tivesse desenvolvido vida, e, especialmente, vida inteligente. Os parâmetros da tal equação podem ser chutados à vontade, então ela é bem pouco confiável, mas uma estimativa bastante pessimista deu, mesmo assim, um resultado de pelo menos 10 civilizações extraterrestres na nossa galáxia.

    As espécies vivas evoluíram, em alguns bilhões de anos, a partir de organismos extremamente simples, como bactérias, algas ou protozoários unicelulares, adaptados às condições físicas da Terra. As células, por sua vez, parecem ter tido sua origem em aglomerados moleculares orgânicos, mas não vivos, compostos de carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e outros átomos, que existem em grande quantidade por toda parte no Universo, inclusive na poeira inter-estelar. Esses átomos mais pesados foram gerados na fornalha nuclear dentro das estrelas, a partir do hidrogênio, e se espalharam pelo espaço sideral quando essas estrelas explodiram ao final de sua vida (novas e super-novas).

    O Sol também terá esse destino um dia, e as moléculas que fazem partes dos nossos corpos, que são restos dessas explosões, serão novamente misturadas e dispersadas, para, talvez, daqui algumas centenas de bilhões de anos, formarem outros seres vivos!

    Com a exceção de teorias já ultrapassadas, como a do vitalismo, a ciência moderna não parece colocar obstáculos intransponíveis à possibilidade de repetição desta cadeia de eventos em outros planetas, como o que foi descoberto em outra estrela. Portanto não existiria nada de único ou peculiar à Terra. Isso, sem falar em muitíssimas outras formas diferentes de vida, utilizando outros átomos e outros níveis de energia totalmente distintos da vida típica de nosso planeta ou sistema solar. A abundância relativa de carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, água, e outros elementos, pode variar conforme o sistema estelar. Então isso aumenta mais ainda a probabilidade de vida(s).

    Afirmar que a vida fora da Terra (e também a vida inteligente) é impossível, é uma clara violação de um princípio fundamental do método científico, que é o seguinte: não podemos nunca fazer ou deixar de fazer uma suposição ou hipótese científica, se não existirem meios de comprovar que ela é falsa. Esse princípio foi proposto pelo grande filósofo Karl Popper, e se denomina “falsificabilidade”. Ora, como existem galáxias, estrelas e planetas que estão uma distância tão grande de nós, que nunca será possível saber o que elas contém, não podemos afirmar que a vida não existe no Universo.

    Não podemos sequer fazer afirmações de natureza probabilística, ou seja, que a vida seria extremamente rara, pois mal temos acesso visual aos planetas que nos cercam, quanto mais a estrelas próximas ao Sol, que têm aproximadamente a mesma idade, tamanho e localização relativa no ambiente galáctico.
    Embora estrelas como o Sol sejam realmente relativamente raras (menos de 5% em nossa galáxia), e que planetas na exata posição da Terra e com o mesmo tamanho sejam mais raros ainda (pouco menos de 10% na mesma posição, e 30% com o mesmo tamanho aproximado), ainda sobrariam trilhões de planetas muito semelhantes à Terra, com a mesma idade, etc. Seria bizarro imaginar que nenhum deles conta com vida…

    Se o leitor quiser ler um livro que apresenta argumentos exatamente contrários ao de Ward e Brownlee, recomendo “Probability 1, Why There Must Be Intelligent Life in the Universe”, por Amir D. Aczel (Harcourt Brace, 1998).

    Carl Sagan, entre outros, acreditava fortemente que existe uma possibilidade muito grande de existir vida inteligente em outros pontos do Universo, a tal ponto que foi o inspirador do programa SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), que dá origem ao tema do livro. Este programa (ainda em andamento, com uma verba relativamente pequena) consiste em usar as poderosas antenas parabólicas utilizadas na pesquisa radioastronômica (detecção, localização e estudo de fontes de radiação eletromagnética não luminosa emitida naturalmente pelas estrelas) para “ouvir” o cosmos e tentar detectar padrões de emissão que pudessem ser atribuídos a alguma fonte artificial e inteligente.

    Sagan argumentou muito bem que as emissões de rádio oriundas de nosso planeta, que começaram por volta de 1910, e cresceram muito nas décadas sucessivas, poderiam estar sendo captadas por civilizações extraterrestres, que deduziriam, então, a sua natureza tecnológica. Considerando que as estrelas mais próximas onde poderia haver vida inteligente estão a cerca de 20 anos-luz da Terra, “eles” (se existem) já estariam sabendo da nossa existência. Aliás, esse é um dos argumentos freqüentemente usados pelos ufólogos para justificar o súbito aparecimento de casos de discos-voadores na década dos 40s.

    Na realidade, até agora, o SETI não foi capaz de detectar nada que possibilitasse uma interpretação nesse sentido. Sagan, entretanto, sempre afirmou que isso poderia levar um século ou mais, antes que ocorresse algum resultado positivo, e que não deveríamos desistir depois de poucos anos. O seu livro de ficção, “Contatos”, parte justamente do ponto em que o SETI detecta, de forma indubitável, um padrão de emissão artificial que somente poderia ser gerado por uma tecnologia avançada. E ele soluciona de forma brilhante e altamente verossímil as circunstâncias sociais, políticas e científicas que poderiam ocorrer.

    Isso não quer dizer, entretanto, que Sagan (e a grande maioria dos cientistas que conheço) acredite que os discos-voadores existem e que têm visitado a Terra regularmente. “Contatos” mostra uma realidade muito diferente dessa visão folhetinesca/hollywoodiana dos contatos entre terráqueos e extraterrestres. Tem uma abordagem bem diferente de outro filme famoso, “Contatos de Terceiro Grau”, por exemplo. O desfecho também é muito menos predizivel e revela a inteligência criativa, quase poética, desse grande autor.

    E aqui reside justamente o ponto em que a falta de bom senso costuma assolar tanto a imprensa quanto os leigos apaixonados pelo assunto. Embora seja muito provável que exista vida fora da Terra (praticamente 100%, eu diria), a probabilidade de que algum dia sejamos capazes de comprovar diretamente esse fato é ainda remota. Evidentemente o fator limitante aqui é a velocidade da luz (300 mil quilômetros por segundo, no vácuo). Mesmo se formos capazes de viajar a uma velocidade de um décimo a da luz, uma nave terrestre demoraria entre 110 a 250 anos para chegar nas estrelas mais próximas e começar a explorar seus planetas. Não vou dizer que é impossível, essas viagens poderão ser realidade em um dia. Mas elas são apenas um sonho bem distante da realidade, e até agora assunto apenas de livros e contos de ficção científica.
    seãramiuG orietnoM notweN
    26 07/2008

  5. A redação repetia no texto foi minha intençãode reforsar a idéia da afimação para memorizar a posibilidade em tese a mente do leitor reforsando a lembrar que a possibilidade de vid pode existir fora da terra, com a conciderção assim sendo o existir de vidas inteligentes além da terra, deixo meu enteder: existindo vida pode ser que sim, mas, vidas diferentes não humanas, que existem vidas além da terra não a duvidas; a biblia sagrada nos informa a existencia de outra vida a partir do espirito humano , os espiritos gênios, os anjos seguindo assim esta escala até os Sarafins mais proximos de Deus; já é prova suficiente a questão em pauta ” falamos desde o principio da criação que deus criou o ser humano a sua imagem para que tenha vida e não morte que se deu apos a desobediencia da ordem divina tonando-nos mortais de materia fisica para voltarmos a perfeição em que fomos cridos para a vida eterna ora se a vida é eterna stá provado vida alem -terra ” o Postolo Paulo disse: se a minha vida limita apenas a essa vida, não valer apena viver só por ela” em minhas palavras Jesus afurmou na casa de meu pai a muitas moradas o que significa no meu entendimento outra vida ” se não existem vidas fora da terra, porque tal afimação existem na “BIBLIA” eu particularmente entendo que tudo que existe é vida e as formas de vidas são milhares e infitas que assi seja não descarto a possibilidade querendo nos com prova ou sem prova para meu espirito digo existem vidas fora da terra.

  6. continuaremos depois; aguardo moderação.
    nmguimaraes@hotmail.com

  7. I`am new girl on forumfilosofia.wordpress.com .Let’s gets acquainted!
    My name is Victoria.

  8. Стоит ли идти в армию? Или лучше как-нибудь отмазатся сославшись на болезнь аля – Колики низа живота после надувания воздушных шариков.
    Приветствуются ответы в подробном виде , а так же забавные случаи со службы или мед. комиссии.. типа:
    [QUOTE]
    Брат с армии приехал.
    Рассказывал про то как дедушки играли в карты. Матрацами.
    Да-да, матрацами.
    На каждом нарисована какая либо карта маркером, разумеется духи их держат и перекладывают по игровому полю.
    По словам брата игра забавная, но самое сложное в ней тасовать колоду.
    [/QUOTE]

  9. A dimensão da metafisica supera todas possibilidades .Pois somos seres espirituais vivendo experiências carnais.Portanto cabe a cada um se encontrar no mundo de uma maneira tal para ser feliz e fazer os outros felizes.Através do amor que emana de Deus.

  10. [...] Vassão, o primeiro termo com esse prefixo foi a Metafísica. Diz a lenda que foi uma forma de classificar os livros da filosófia primeira de Aristóteles, que [...]

  11. [...] to Vassão, the first term to use the prefix “meta” was “Metaphysics”. Legend has it, that it was a way to classify some of the books of prime philosophy by [...]

  12. eu nao intendi ppporra nenhuma

  13. q droga de texto naum entendi foi nadis dessa porra!

    :/

  14. carebes meu!!!

  15. aninha vaca

  16. ñ entendeu le novamente tem olhos pra que burra

  17. A metafísica é uma ciência de ente enquanto ente, é uma definicao de: Aristóteles? Platão? sócrates? Ou deThales


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