Publicado por: fgalvao | Outubro 9, 2007

Agostinho da Silva

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George Agostinho Baptista da Silva (Porto, 13 de Fevereiro de 1906 — Lisboa, 3 de Abril de 1994), foi um filósofo, poeta e ensaísta português. O seu pensamento combina elementos de panteísmo, milenarismo e ética da renúncia, afirmando a liberdade como a mais importante qualidade do ser humano. Agostinho da Silva pode ser considerado um filósofo prático e empenhado através da sua vida e obra, na mudança da sociedade.

Biografia

George Agostinho Baptista da Silva nasceu no Porto em 1906, tendo-se ainda nesse ano mudado para Barca D’Alva (Figueira de Castelo Rodrigo), onde viveu até aos seus 6 anos. De 1924 a 1928, cursou Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Após concluir a licenciatura, começa a escrever para a revista Seara Nova, colaboração que manteve até 1938.

Em 1931 parte como bolseiro para Paris, onde estuda na Sorbonne e no Collège de France. Após o seu regresso em 1933, leciona no ensino secundário em Aveiro até ao ano de 1935, altura em que é demitido do ensino oficial por se recusar a assinar a Lei Cabral, que obrigava todos os funcionários públicos a declararem por escrito que não participavam em organizações secretas (e como tal subversivas).

Cria o Núcleo Pedagógico Antero de Quental em 1939, e em 1940 publica Iniciação: cadernos de informação cultural. É preso pela polícia política em 1943, abandonando o país no ano seguinte.

Viveu no Brasil de 1947 a 1969, exilado no seguimento da sua oposição ao Estado Novo, na altura conduzido por Salazar. Em 1948, começa a trabalhar no Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro, estudando entomologia, e ensina simultaneamente na Faculdade Fluminense de Filosofia. Colabora com Jaime Cortesão na pesquisa sobre Alexandre de Gusmão. De 1952 a 1954, ensina na Universidade Federal da Paraíba (em João Pessoa (Paraíba)) e também em Pernambuco.

Em 1954, novamente com Jaime Cortesão, ajuda a organizar a Exposição do Quarto Centenário da Cidade de São Paulo. É um dos fundadores da Universidade de Santa Catarina, cria o Centro de Estudos Afro-Orientais, e ensina Filosofia do Teatro na Universidade Federal da Bahia, tornando-se em 1961 assessor para a política externa do presidente Jânio Quadros. Participou na criação da Universidade de Brasília e do seu Centro de Estudos Portugueses no ano de 1962 e, dois anos mais tarde, cria a Casa Paulo Dias Adorno em Cachoeira e idealiza o Museu do Atlântico Sul em Salvador.

Regressa a Portugal em 1969, após a doença de Salazar e a sua substituição por Marcello Caetano, que deu origem a alguma abertura política e cultural do regime. Desde aí continuou a escrever e a leccionar em diversas universidades portuguesas, dirigindo o Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade Técnica de Lisboa, e no papel de consultor do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, (actual Instituto Camões).

Em 1990, a RTP1 emitiu uma série de treze entrevistas o professor Agostinho da Silva, denominadas Conversas Vadias.

Faleceu no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, no ano de 1994.

Um documentário sobre ele, intitulado Agostinho da Silva: um pensamento vivo, foi realizado por João Rodrigues Mattos, e lançado pela Alfândega Filmes, in 2004. Existe uma entrevista, até ao momento não publicada, conduzida por António Escudeiro e chamada Agostinho por si próprio, na qual fala sobre a sua devoção ao Espírito Santo.

É referenciado como um dos principais intelectuais portugueses do século XX. Entre outros livros publicados, constam uma biografia de Miguel Ângelo, Louis Pasteur e São Francisco de Assis. O seu livro mais influente será provavelmente Sete cartas a um jovem filósofo.

fonte:wikipedia

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Responses

  1. Agostinho da Silva é um pensador muito importante no nosso panorama cultural. Não se lhe tem dado a devida importância. Ele impele-nos ao sonho e à criação, quando no momento as pessoas se sentem incapazes (principalmente por culpa própria) de sonhor mundos por-vir. Mundos que saiam da sua própria autenticidade, do modo como vivem os problemas. Não interessa, de facto, o que nos acontece na vida, outrossim o modo como lidamos com o que nos acontece na vida.
    Agostinho da Silva, antes de mais, pretende chamar a atenção para a necessidade de cultivo da mente e do espírito para que uma comunidade (comunio, comunhão) humana se possa construir.


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